A farra familiar na cidade inclui irmão, cunhado, sobrinho, genro da enteada a mulher e afins, tudo isso sob os olhares do MP
O prefeito de Candeias, cidade que tem investigação da Justiça Federal por superfaturamento de 100% na compra de respiradores – que sequer foram usados na pandemia por serem inadequados e, por isso, a secretária e primeira-dama, empresa e funcionários têm mais de R$ 800 mil bloqueados – nomeou hoje Samantha Cabral, sobrinha da secretária de Assistência Social, para o cargo de superintendente de Comunicação Social com salário de R$ 3,6 mil podendo chegar a R$ 7,2 mil com gratificação de 100%. A nomeada já circulava livremente pelos corredores da sede da Prefeitura há muitos meses.
Essa administração já nomeou, inclusive, um processo pela Justiça por tráfico de drogas.
É uma prática da atual gestão, que ignora a cidade e fechou definitivamente a UPA, a Policlínica, desativou o aparelho de ultrassonografia e demitiu 50 médicos durante a pandemia de covid-19, nomear familiares e parentes – quase uma dezena – sob o olhar do Ministério Público Estadual, apesar de denúncias na imprensa livre da região.
Omissa, a gestão enfrenta uma intervenção federal no hospital federal há 51 meses, e não cumpre as exigências por incompetência ou conveniência?
A mulher do prefeito, embora seja processada pela Justiça Federal pela compra superfaturada dos respiradores, aspira uma candidatura a deputada – antes federal, agora estadual – pelo PP, mas começa a enfrentar resistência de lideranças da região.
O casal já procurou prefeitos e lideranças nas cidades circunvizinhas, mas ouviu não de pelo menos 2 prefeitos.
Na última busca na casa onde moravam – na Rua Pitanga -, ao falar à imprensa, Soraia Cabral disse que havia recebido a “visita da PF”, mas eram 6h da manhã e foi sem aviso. Era busca no caso dos respiradores, quando também foi encontrada uma arma sem registro na casa. Inclusive, sequer moram no mesmo local. Aliás, a família do ‘autarca’ não mora mais em Candeias. Fica na fazendinha em São Francisco, na casa em Entre Rios ou no apartamento na Barra, em Salvador.
Recentemente, o relator das contas de 2021 da cidade, conselheiro Fernando Vita, estranhou, assim como procurador de Contas do TCM, que dos R$ 459 milhões, R$ 41 milhões foram de compras com dispensa de licitação, mas Mário Negromonte, cujo filho é deputado pelo PP – partido do autarca – pediu vista, e o julgamento está parado.
NR.: “Vamos dar uma lição nele” ou “apertar o dedo”, expressões usadas contra alguns opositores.





