Um perito é suspeito de falsificar atestados para parentes e amigos
Ao todo, agentes cumprem 22 mandados de busca e apreensão e um de prisão, na capital, na Bahia, em Alagoas e Goiás. Justiça ordenou bloqueio de até R$ 1,1 milhão da conta do servidor envolvido.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 18/8, uma operação contra um esquema de fraudes na previdência social. Ao todo, os agentes cumprem 22 mandados de busca e apreensão e um de prisão, no Distrito Federal, na Bahia, em Alagoas e em Goiás.
Um dos investigados é o perito federal Josélio Monteiro de Melo Junior. Segundo a PF, junto de um ex-sócio, ele atuou para fraudar atestados médicos e perícias para si mesmos, familiares, sócios e outras pessoas próximas.
Os mandados foram expedidos pela 10ª Vara Federal de Brasília. A ordem de prisão é contra o ex-sócio, Fábio Nery de Araújo. De acordo com as apurações da PF, atuava como nutricionista na clínica de Josélio usando um diploma falso de nutricionista.
Ele não foi encontrado pelos policiais e é considerado foragido. Até a última atualização deste texto, a reportagem não tinha conseguido contato com as defesas dos envolvidos.
A Justiça também ordenou o bloqueio de até R$ 1,1 milhão das contas bancárias do perito. Determinou ainda a suspensão da função pública, sequestro de bens, proibição de sair do país, pagamento de fiança no valor de R$150 mil ou uso de monitoramento eletrônico.
Os pagamentos de todos os benefícios suspeitos foram bloqueados. A operação, que ganhou o nome de Trickster, é realizada em conjunto com a Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista, do Ministério do Trabalho e Previdência.
Esquema de fraudes
Segundo a PF, os investigadores descobriram que, entre os anos de 2018 e 2022, o perito e o ex-sócio inseriram indevidamente dezenas de dados e atestados médicos falsos nos sistemas informatizados do INSS.
O intuito, de acordo com a apuração, era “obter fraudulentamente benefícios previdenciários por incapacidade para si mesmos, familiares, sócios e outras pessoas próximas“. A PF afirma que há ainda a suspeita de participação de um ex-estagiário da Agência do INSS de Taguatinga.



