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MP denuncia 16 na operação contra fraudes no futebol; outros 6 são testemunhas

by Yancey Cerqueira
14 de maio de 2023
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Nova operação do Gaeco envolve integrantes do judiciário e advogados baianos

Foto Ilustrativa

Lista de denunciados possui jogadores e apostadores. Partidas das Séries A e B do Brasileiro e Estaduais deste ano são investigadas

O MP/GO (Ministério Público de Goiás) denunciou 16 pessoas, sendo sete jogadores e nove que integram a organização criminosa e são listados como apostadores e/ou integrantes operacionais no esquema de manipulação de resultados no futebol brasileiro. A Operação Penalidade Máxima está na segunda fase e investiga manipulação em jogos das Séries A e B do Campeonato Brasileiro de 2022 e de Estaduais deste ano.

Em relação à primeira denúncia, 11 novos réus foram integrados nesta segunda denúncia do MP/GO. Bruno Lopez, Ícaro Fernando, Luís Felipe, Victor Yamasaki e Zildo Peixoto aparecem nas duas denúncias.

Entre os jogadores denunciados estão:

– Eduardo Bauermann, zagueiro afastado do Santos

– Gabriel Tota, meia do Juventude, que está emprestado ao Ypiranga-RS

– Victor Ramos, zagueiro da Chapecoense

– Igor Carius, lateral esquerdo ex-Cuiabá e que está no Sport

– Paulo Miranda, zagueiro ex-Juventude e que estava no Náutico

– Fernando Neto, meia ex-Operário-PR e hoje no São Bernardo

– Matheus Gomes, goleiro do Sergipe

Entre apostadores, aliciadores e membros operacionais da organização criminosa:

– Bruno Lopez, conhecido como “BL” e considerado o líder da organização

– Ícaro Fernando Calixto

– Luís Felipe Rodrigues de Castro, “LF”

– Victor Yamasaki Fernandes, conhecido como “Vitinho”

– Zildo Peixoto Neto

– Thiago Chambó Andrade

– Romário Hugo dos Santos, conhecido como “Romarinho”

– William de Oliveira Souza, conhecido como “Mclaren”

– Pedro Gama dos Santos Junior, empresário.

Cinco nomes se repetem em relação à denúncia da primeira fase da Operação Penalidade Máxima. Todos estão entre apostadores, aliciadores e membros operacionais da organização: Bruno Lopez, Ícaro Fernando, Luís Felipe Rodrigues, Victor Yamasaki e Zildo Peixoto Neto – além deles, na primeira denúncia, Camilla Silva Motta aparece como ré.

Entre os jogadores denunciados na primeira fase da investigação estão: Gabriel Domingos (exVila Nova), Romário (ex-Vila Nova), Joseph (ex-Tombense), Mateusinho (ex-Sampaio Corrêa e hoje no Cuiabá), André Queixo (ex-Sampaio Corrêa e afastado pelo Ituano), Allan Godói (exSampaio Corrêa e hoje no Operário-PR), Ygor Catatua (ex-Sampaio Corrêa e está no Sepahan, do Irã) e Paulo Sérgio (ex-Sampaio Corrêa, afastado pelo Operário-PR).

Nesta segunda fase, seis nomes são citados como testemunhas. Quatro são jogadores que são citados após terem assinados acordos de não-persecução penal com o MP/GO: Moraes, exJuventude e que foi afastado pelo Atlético-GO; Kevin Lomonaco, afastado pelo RB Bragantino; Nikolas Farias, que estava no Novo Hamburgo; Jarro Pedroso, ex-São Luiz-RS e que está no Inter-SM.

Outra testemunha, Marcel Martins, aparece como professor. No processo, ele é citado após ter tido uma ligação interceptada. Na conversa, com Bruno Lopez, são citadas partidas em que jogadores foram aliciados para determinados eventos para apostas feitas pela organização. A última testemunha é o empresário Felipe Rodrigues Piovesan, ex-jogador.

Não fica claro no processo se Marcel Martins e Felipe Rodrigues assinaram acordo com o MP/GO.

Fonte: O Popular

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