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Traficantes do BDM expulsam moradores do ‘Minha Casa, Minha Vida’ na Bahia

by Yancey Cerqueira
10 de fevereiro de 2025
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Traficantes do BDM expulsam moradores do ‘Minha Casa, Minha Vida’ na Bahia

Foto: Reprodução / Google Street View

Integrantes de facção controlam esquema de aluguel e venda de apartamentos do programa de habitação governamental em Salvador

Moradores de apartamentos do Conjunto Fazenda Grande II, que faz parte do programa de habitação do governo federal MCMV (Minha Casa, Minha Vida), na periferia de Salvador, relatam esquema de traficantes que controlam quem pode morar nas casas subsidiadas pela Caixa Econômica Federal.

A apuração, feita pelo jornal “Correio 24 horas”, aponta quatro homens suspeitos — Thiaguinho, “Demenor”, Netinho e Danone — como os responsáveis por comandar o esquema da facção BDM (Bonde do Maluco ). Eles atuariam como “corretores do tráfico” e faturam com a expulsão de famílias carentes distribuídas em 29 blocos do conjunto habitacional.

Um ex-morador do conjunto, expulso pelos criminosos, afirma ao jornal que eles são matadores e “só andam com fuzis, para oprimir todo mundo”. Ele também aponta Thiaguinho como o líder do grupo: “Uma ordem dele tem que ser cumprida imediatamente, caso contrário é morte na certa. Por isso que as pessoas têm medo de falar”.

O relato também explica que Thiaguinho ficaria nos prédios do fundo do conjunto habitacional, controlando o esquema. Na frente, ficariam os “olheiros”, que informam caso a polícia ou pessoas desconhecidas se aproximem.

Controle do conjunto habitacional

Conforme denúncia do jornal Correio, os beneficiários do MCMV que são obrigados a sair são aqueles que têm parentes ou amigos policiais. Os imóveis desocupados são alugados ou vendidos em sites de compra on-line. Os relatos obtidos pelo portal apontam que o problema acontece há pelo menos oito anos em cinco conjuntos habitacionais de Salvador.

Moradores contam que, além de terem sido expulsos, continuam pagando o subsídio da Caixa — que no contrato afirma ser invendável e transferível — com a esperança de ter o imóvel de volta.

Segundo a fonte obtida pelo Correio, Thiaguinho é quem recebe os valores das vendas e aluguéis, feita por “Demenor”. “Os apartamentos são vendidos por até R$ 30 mil. Já os aluguéis variam entre R$ 300 e R$ 500. As pessoas que vão morar precisam ter alguma ligação com a organização, normalmente são parentes ou fugitivos”, diz a fonte.

Apenas no conjunto citado, são 580 apartamentos dos quais a maioria supostamente estaria sob controle dos traficantes. Demenor, visto como o “segundo homem” do esquema, supervisiona o trabalho de Netinho e Danone, que, além de fazerem os anúncios em sites e nas redes sociais, têm a função da coleta.

Traficantes controlam o conjunto habitacional

Há casos também de famílias que abandonaram o local porque não concordavam com a permanência dos traficantes no local. “Tudo lá tem que ser comunicado ao tráfico. Se vai fazer uma festa ou necessita da presença de um órgão público, tem que ter autorização”, conta uma ex-moradora ao Correio.

A expulsão de moradores também foi relatada no conjunto do MCMV do Bosque das Bromélias, em Salvador. Relatos de moradores denunciam opressões sofridas pelos traficantes, como ameaças frequentes.

Situação parecida acontece no MCMV de Bate Coração, em Alto de Coutos. Um homem relatou ao Correio que, recentemente, uma família inteira teve que deixar o imóvel às pressas. O motivo teria sido a descoberta pelo tráfico de que uma das crianças estuda em um Colégio Militar.

Postura da polícia

Depois da denúncia do jornal, a Polícia Militar ampliou a circulação de tropas em algumas unidades, entre elas o Conjunto Residencial Fazenda Grande II. “Os traficantes, quando viram a polícia chegar, fugiram para a mata no fundo do bloco verde, fortemente armados com fuzis”, declarou um ex-morador ao Correio.

O Ministério Público Federal disse que atuação no MCMV está relacionada com a atuação da Caixa. “Vícios no apartamento, atraso na entrega, questões de financiamento, fraude no programa são questões de competência federal. O tráfico só envolve o MPF, em geral, quando é internacional. Essa questão criminal é assunto para polícia (PM, Civil) e para o MP-BA”, diz o posicionamento enviado pelo ao Correio.

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