Este mês houve denúncias da falta de neuropediatra e insulina que chegaram à Câmara Municipal
Apesar dos milhões de reais que teriam sido usados para a compra a medicamentos, a Câmara Municipal recebeu uma séria denúncia da falta de ‘insulina’, essencial para a saúde dos portadores de diabetes, além da falta de neuropediatra.
Incialmente, o vereador Sargento Francisco apresentou queixa de uma mãe pela falta de neuropediatra, hoje especialidade fundamental em qualquer cidade de médio porte que tenha a receita mensal de aproximadamente R$ 55 milhões com mais de 72 mil habitantes.
Minutos depois da reclamação apresentada, vereadores da base teriam recebido informação de que a única especialista em neuropediatria teria pedido demissão, mas que outra profissional já estaria em fase final de contratação.
Contudo, o que se apura é a baixa remuneração oferecida pela cidade e que faz com que muitos profissionais não queiram trabalhar em Candeias, já que cidades vizinhas têm propostas muito melhores.
Outra grave denúncia apresentada pelo Sargento Francisco foi ratificada pelo cidadão Joilson Ramos, portador de pressão alta e de diabetes que, ao usar a Tribuna da Câmara, informou que, por várias vezes, esteve na farmácia para buscar insulina e o medicamento estava em falta.
Na mesma sessão, o Sargento Francisco lembrou que na quinta-feira, 25/9, haveria audiência na Justiça Federal em relação ao processo por compra de máscaras superfaturada na covid-19, envolvimento o ex-prefeito, a ex-primeira dama e gestores municipais, além do caso do ônibus e dos respiradores.
Cidadão
Por 10 minutos, o cidadão candeense Joilson Ramos expos a situação que, segundo ele, vem de algum tempo, pois muitos portadores de diabetes não conseguem o medicamento para o uso normal.
Mais uma vez, os vereadores da base tentaram negar o fato. Porém, pessoas ligadas à saúde municipal, que pediram sigilo, informaram que realmente nem sempre é fácil encontrar insulina.
Embora seja fornecido gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para distribuição à população, cidades com maior porte financeiro podem adquirir o produto desde que haja compromisso da gestão municipal.
Direito dos diabéticos
Pacientes diabéticos no Brasil têm direito à insulina e outros insumos necessários para o tratamento, que são fornecidos gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), por meio das UBS (Unidades Básicas de Saúde) e do programa Farmácia Popular. O acesso é garantido pela Constituição Federal e por leis específicas, como a Lei 11.347/2006, e inclui não apenas os medicamentos, mas também seringas, tiras reagentes e lancetas para o monitoramento da glicemia.
A diabetes Tipo 1 sempre requer o uso de insulina para a vida toda, pois o pâncreas não produz insulina, enquanto na diabetes Tipo 2 a insulina pode ser necessária em alguns casos, dependendo da evolução da doença e da incapacidade das células do corpo em absorverem a insulina produzida.
Fornecimento gratuito
No Brasil, a insulina é fornecida tanto por fabricantes nacionais, que têm parcerias com o Ministério da Saúde para produção de tecnologia, como pela importação de empresas estrangeiras, com a Novo Nordisk e outras farmacêuticas tendo atuação no país. O SUS (Sistema Único de Saúde) garante o fornecimento gratuito de quatro tipos de insulinas e medicamentos orais, enquanto a população com indicações médicas pode procurar a farmácia da unidade de saúde ou a farmácia privada mais próxima.





