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Além de politizar STF, Barroso deixa mais de 900 processos sem julgar

by Yancey Cerqueira
17 de outubro de 2025
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“Judiciário não está legislando”; Barroso nega o que todo democrático vê

Foto: Gustavo Moreno / STF

Esse deixa um legado de erros incompatíveis com o direito e prejuízos à sociedade que vai pagar caro por atitudes antidemocráticas praticadas por ele enquanto esteve na Corte

O ministro Luís Roberto Barroso encerra neste sábado, 18, sua trajetória de 11 anos no STF (Supremo Tribunal Federa). Às vésperas da aposentadoria, o ex-presidente da Corte revisa processos de forte impacto político e social –entre eles, três ações sobre o direito ao aborto. Esta sexta-feira, 17/10, vai revelar se o magistrado fará algum movimento em relação a esses casos –ou se optará pelo silêncio. Barroso deixa marcas institucionais e políticas no Supremo, mas seu legado tem também um peso concreto: 912 processos pendentes que o sucessor herdará junto com a cadeira.

Entre os processos, alguns datados de 2002, estão ações remanescentes da Lava Jato, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas, que trata da letalidade policial nas comunidades do Rio de Janeiro, e 13 ações que questionam pontos da Reforma da Previdência (Emenda Constitucional nº 103/2019), aprovada no governo de Jair Bolsonaro (PL).

Frases indevidas

Como ministro do STF, ninguém deve falar fora dos autos e muito de política. Não foi o caso de Barroso que não deixará saudade selas frases: “Eleição não se ganha, se toma”, “Perdeu mané, não amola” e “Derrotamos o bolsonarismo”. Em países democráticos, ele sofreria impeachment.

O tema que o tempo não resolveu

Também permanecem sob relatoria de Barroso três ações relacionadas ao aborto –uma delas, a ADPF 442, apresentada em 2017 pelo PSOL, que pede ao STF a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação, sob o argumento de que os artigos do Código Penal que criminalizam o procedimento violam direitos fundamentais das mulheres, como dignidade, liberdade e saúde.

Em 2023, Barroso retirou a ADPF 442 do plenário virtual logo após o voto favorável da ministra Rosa Weber, então presidenta do Supremo. A ministra queria encerrar o julgamento antes de se aposentar. Ele preferiu suspender.

Com o pedido de destaque, o processo passou ao plenário presencial e, desde então, não voltou à pauta. O próprio Barroso dizia que o país “não estava pronto” para o debate. Agora, em sua última semana no cargo, o ministro poderia devolver o caso ao plenário virtual e registrar seu voto. Mas o tempo parece curto demais: resta apenas esta sexta-feira.

A dúvida é se ele fará o movimento simbólico de encerrar o tema ou se o deixará, de fato, como parte de sua herança ao Supremo.

Cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicar o novo ministro, cuja escolha precisará ser aprovada pelo Senado. Será a 11ª nomeação de Lula para o STF –e a terceira neste mandato.

O sucessor receberá um acervo “sui generis”: além das ações morais e de costumes, herdará casos estruturais de grande impacto fiscal e social, como os que envolvem a previdência e a política de segurança pública.

Em suma, Barroso deixa ao próximo ministro um STF ainda mais central no jogo político, com pautas que ultrapassam o jurídico e tocam diretamente a sociedade.

O silêncio e o legado

O ministro que mais defendeu o “ativismo responsável” do Supremo encerra o mandato como presidente da Corte sem decidir o tema que mais dividiu o País. A ironia é que, no fim, o silêncio sobre o aborto pode falar mais alto que qualquer voto.

A herança que Barroso deixa não é apenas de processos, mas de protagonismo. Seu sucessor herdará também a expectativa de continuar –ou conter– o papel político que o Supremo assumiu nos últimos anos.

Fonte: Terra

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