Prédios públicos abandonados, escolas sem professores, saúde com demora na marcação de consultas e exames e emprego e geração de renda em baixa
Todo gestor, ou mesmo cidadão ou empresário, deseja o aumento de receita para melhorar as condições de vida e ainda da empresa para o bem-estar na comunidade a que serve ou sentir os reflexos positivos.
Essa máxima não se aplica à cidade Serra Preta, na Bacia do Jacuípe a 168 km de Salvador, que, em 2025, teve a maior arrecadação de toda a história dos 72 anos de emancipação político-administrativa e nada, nada mesmo, resultou em benefício para maior parte dos 19 mil habitantes serra-pretenses.
O descaso é total da minguada administração municipal que não tem nenhum compromisso ou preocupação com o bem-estar e com o futuro de Serra Preta.
No ano passado, de transferências de recursos federais de impostos que cada cidadão brasileiro, baiano ou serra-pretense paga, a cidade, nessa gestão sem compromisso, recebeu R$ 92.300.654,58 (noventa e dois milhões, trezentos mil, seiscentos e cinquenta e quatro reais) contra R$ 79.400.022,25 (setenta e nove milhões, quatrocentos mil e vinte e dois reais), um acréscimo de R$ 12.900.732,00 (doze milhões, novecentos mil, setecentos e trinta e dois reais), ou seja, R$ 1.750.052,60 (um milhão, setecentos e cinquenta mil, cinquenta e dois reais) a mais por mês.
Soma-se a isso, o Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica), no valor aproximado de R$ 33 milhões contra R$ 27 milhões em 2024 e também a receita própria, de impostos e taxas municipais, no valor estimado de R$ 6 milhões contra R$ 5,4 milhões no ano passado.
Caos nos setores
Apenas para relembrar o que já foi dito neste portal, a precariedade toma conta de todas as áreas.
Economia: sem planejamento, a Prefeitura não e preocupou com geração de emprego e renda e não fez esforços para manutenção das fábricas no Bravo e na Sede, que fecharam imediatamente depois da eleição;
Educação: sem professores, auxiliares de classe e demais profissionais culminaram com alunos sendo levados em uma mala de carro e tanto Diretoria, Secretaria e Prefeitura tinham sido informadas;
Esporte: a criação da Secretaria de Esporte e Lazer trouxe muitos mais problemas do que encaminhamento de soluções. Por exemplo, não houve a realização do Campeonato Feminino embora houve promessa do secretário em ida à Câmara Municipal depois de cobrança da vereadora Vilma do Peixe;
Obras: apesar do crescimento da receita não houve capacidade para terminar uma obra relevante – quiosques do Mercado no Bravo, UBS do Ponto, Estádio Municipal e não se preocupou com a fábrica de laticínios nem o açude no Bravo;

Saúde: esse é um calo da patética gestão. Consultas e exame são um martírio para marcar. Filas sob chuva e sol e ainda o hospital, que tem queixa até de suposto assédio moral feito na Câmara pelo vereador Antônio César.
Narrativa
A desculpa do sequestro de verba não se sustenta em hipótese nenhuma. Por cima, teria sido sequestrado o valor de R$ 3,5 milhões, mas houve aumento de R$ 12,9 milhões. Assim, há uma sobra de R$ 9,4 milhões o que supera em dobro a inflação no período.
A gestão é caótica, um fiasco, fracasso total, patética no mínimo e tétrica em resumo.





