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Presidente da Venezuela anuncia lei de anistia geral

by Yancey Cerqueira
31 de janeiro de 2026
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Presidente da Venezuela anuncia lei de anistia geral

Foto: El Nacional

Sem detalhar a quem se aplicará, a presidente afirmou que ficarão excluídos ‘aqueles processados ou condenados por homicídio, por tráfico de drogas, por corrupção e por graves violações dos direitos humanos’

A presidente interina Delcy Rodríguez anunciou, nesta sexta-feira, 30/1, uma anistia geral na Venezuela, poucos dias antes de se completar um mês desde que assumiu o poder após a derrubada de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos. Rodríguez era vice-presidente de Maduro e herdou o poder após a captura na madrugada de 3 de janeiro.

No Brasil, amigos de Maduro ficam tensos em razão de possível delação do ditador narcotraficante, da mulher Cília Flores e do general Carballal, e-El Pojo.

A mandatária participou nesta sexta-feira da abertura do ano judicial na sede da Suprema Corte, um ato ao qual tradicionalmente comparece o presidente do país. “Decidimos impulsionar uma lei de anistia geral que cubra todo o período de violência política de 1999 até o presente”, informou Rodríguez em seu discurso.

A lei deverá ser debatida no Parlamento venezuelano, de maioria governista.

Sem detalhar a quem a anistia será aplicada, a presidente afirmou que ficarão excluídos “aqueles processados ou condenados por homicídio, por tráfico de drogas, por corrupção e por graves violações dos direitos humanos”.

Rodríguez anunciou ainda o fechamento da temida prisão do Helicoide, sede do Sebin (serviço de inteligência), em Caracas. A oposição e ativistas de direitos humanos a denunciam como um centro de tortura.

Ela ordenou transformá-la “em um centro social, esportivo, cultural e comercial para a família policial e para as comunidades vizinhas”, indicou.

A Venezuela soma pouco mais de 700 presos políticos, segundo a ONG especializada Foro Penal, muitos deles detidos no próprio Helicoide.

E desde 8 de janeiro, cerca de 300 presos foram libertados como parte de um processo anunciado por Rodríguez, que avançou lentamente. Ela também pediu um “novo sistema de justiça” na Venezuela, onde o sistema atual tem sido apontado por ONGs e pela oposição como corrupto e submisso ao chavismo.

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