O MP em alguns estados está investigado por que o preço do diesel, etanol e gasolina subiu tanto, mas a Petrobras aumentou o óleo em 11%
O preço dos combustíveis subiu mais de 10% (dez por cento) na RMS (Região Metropolitana de Salvador) que reúne 13 cidades com 4,2 milhões de habitantes e a maioria dos veículos cadastrados no Detran (Departamento Estadual de Trânsito da Bahia).
O menos culpado nesse caos que a economia brasileira está com déficit fiscal e nas estatais é justamente o empresário que, assim como o cidadão brasileiro, paga alta carga tributária (33%), se aproximando do período da pandemia.
O etanol, que surgiu como alternativa à crise do petróleo nos 1970, hoje praticamente fica igualado à gasolina na equiparação preço/consumo. Especialistas falam que o preço do etanol deve estar até 70% (setenta por cento) em relação ao da gasolina, ou seja, por exemplo, se a gasolina estiver a R$ 6,00 o do etanol não deve ultrapassar a R$ 4,20. Não é isso que se vê com o restabelecimento desde 2023 de impostos federais. Uns dizem que incentivo fiscal beneficia alguns setores, mas todos sabem da elevada carga tributária que subiu em 3 anos de 31,2% para 33,3% no atual governo.
Mas em relação aos preços dos combustíveis, a foto mostra os valores cobrados nos postos da RMS (Região Metropolitana de Salvador) onde o etanol que era há um mês em torno de R$ 4,20 hoje está a R$ 4,97, a gasolina que era vendida a R$ 6,30 agora é R$ 7,02, enquanto óleo diesel usado, principalmente em caminhões e ônibus, chega a R$ 7,96.
O barril do petróleo nesta quinta-feira, 19/3, é cotado a US$ 100 (R$ 525), enquanto na pandemia, principalmente início de 2022, chegou a custar US$ 139 (R$ 733). O preço da gasolina chegou na RMS a R$ 7,99. Se fizermos a comparação, o valor do litro da gasolina deveria ser de R$ 5,76. Mas a volta dos impostos federais eleva o valor a esse patamar.
MP
Mas os MP’s (Ministério Público) dos estados do Mato Grosso e do Rio Grande do Norte estão investigando a origem do aumento que, para eles, seria abusivo, nos preços dos combustíveis. Devia também investigar as condições de escolas públicas, postos de saúde, delegacias e condições em que trabalham agentes da segurança pública.
Na Bahia, o MP está recomendando torcida única nos clássicos BaVis, mas o estado tem os piores índices do Brasil na educação, na saúde e também na segurança pública, que seriam obrigação do Estado, enquanto ao MP cabe fiscalizar as Leis. Nos casos da educação, saúde e segurança pública, o Governo da Bahia está cumprindo?





