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ONG processa Erika Hilton por declarações polêmicas nas redes sociais

by Yancey Cerqueira
23 de março de 2026
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ONG processa Erika Hilton por declarações polêmicas nas redes sociais

Foto: Reprodução

Uma nova controvérsia envolvendo a deputada federal Erika Hilton (PSOL/SP) ganhou repercussão). A organização feminista ONG Matria ingressou com uma ação civil pública contra a parlamentar, depois de uma publicação considerada ofensiva por parte da entidade.

Segundo a ação, a deputada utilizou termos como “transfóbicos e imbecis” e “esgoto da sociedade” ao se referir a críticos nas redes sociais. Para a ONG, as declarações ultrapassam os limites da liberdade de expressão e teriam como objetivo “silenciar” adversárias políticas.

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Pedidos na Justiça

No processo, a Matria solicita que Erika Hilton apague a publicação em até 24 horas e faça uma retratação pública no mesmo prazo. Além disso, a entidade pede a aplicação de uma multa no valor de R$ 500 mil, que, caso seja acatada, deverá ser destinada ao FDD (Fundo de Defesa de Direitos Difusos).

A ação levanta o debate sobre os limites do discurso político nas redes sociais, especialmente quando envolve representantes eleitos e temas sensíveis ligados a direitos humanos e liberdade de expressão.

Contexto político

A publicação da deputada ocorreu logo após um marco histórico em sua trajetória política: a posse como presidente da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados. Erika Hilton se tornou a primeira mulher trans a ocupar o cargo, fato considerado significativo por apoiadores e movimentos sociais.

Por outro lado, o episódio evidencia o aumento da polarização no debate público, sobretudo em pautas relacionadas a gênero e identidade, intensificando confrontos entre diferentes correntes políticas e ideológicas.

Repercussão

Até o momento, a deputada não havia se pronunciado oficialmente sobre a ação judicial. O caso deve seguir para análise do Judiciário, que decidirá sobre os pedidos da ONG e possíveis medidas a serem adotadas.

A situação reacende discussões sobre responsabilidade no uso das redes sociais por figuras públicas e os limites entre crítica política, liberdade de expressão e possíveis excessos no discurso.

Fonte: De Olho News

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