Cada vereador custa ao menos R$ 200 mil mensalmente para fazerem 4 sessões a cada 30 dias. Projeto, pedidos de providência e indicações ficam parados na Casa ou não são atendidos pela Prefeitura
A Câmara Municipal de Candeias, a 5ª com maior verba das 13 cidades da RMS (Região Metropolitana de Salvador) com receita mensal em torno de R$ 3 milhões (três milhões de reais) por mês realizou neste mês de abril apenas uma sessão para aprovação de projetos e pedidos de providência e indicações que na maioria (quase totalidade), quase todos esses ficam engavetados na mesa do prefeito.
A verba para a Câmara vem da contribuição via pagamento de impostos federais, estaduais e municipais pelos cidadãos, no País que tem uma das maiores cargas tributárias do Mundo e vai aumentar assim que finalizar a reforma feita no atual governo federal.
Para se ter uma ideia, o brasileiro trabalha até mês de maio somente para pagar impostos cobrados sobre alimentação, remédios e consumo, caso único no mundo democrático.
Única sessão em 30 dias
Apenas no último dia 15 deste houve sessão na Câmara Municipal de Candeias, um fato que não se via há anos, ou seja, este mês, a Presidência, vereadora Rosana de Bobó, responsável por convocar, e a Mesa Diretora – Diego Maia, vice, Tânia Batista, 1ª secretária, e Joazi Maia, 2º secretário, e aumenta com essas ações, a desconfiança da população em relação a produção e até mesmo a utilidade de um Legislativo que nem sequer abre a Câmara.
Interesse próprio
Hoje, 22, dia do Descobrimento do Brasil, por decisão da Mesa Diretora e os demais vereadores, todos que apoiam a gestão municipal com falhas inacreditáveis na Educação (sem professores nem auxiliares de classe), Saúde (muitas vezes sem remédios de uso continuo como insulina), Social (serviço caótico como na distribuição do ticket do peixe na Semana Santa, que não exclusivo em Candeias) e Obras que derretem como a Estrada João Isidório, que não aguenta nem sequer o orvalho, não houve sessão.
A mais recente vergonha é o valor repassado aos pacientes que fazem o TFD (Tratamento Fora do Domicílio) que recebem o menor valor entre as cidades circunvizinhas (abaixo).
Hoje, os vereadores estão reunidos em sala fechada para discutir o CE (Código de Ética), como se quem exerce um cargo público precisasse, pois são servidores públicos.
Outra situação é o RI (Regimento Interno) precisa de reforma e os próprios vereadores descumprem em praticamente todas as sessões. Um exemplo, é o interstício – prazo de 10 dias entre uma e outra quando a análise do projeto exige 2 votações. Isso é quebrado quase todas as vezes (99%).
A reforma do RI entrou em pauta em razão das denúncias, erros e falhas apresentados pelo vereador Sargento Francisco que deixam atônitos tanto os demais edis quanto a Prefeitura que tentam, mas não conseguem os fatos narrados, desfazer em razão dos problemas que causam e os candeenses sofrem.
Receita
A narrativa da Prefeitura de que não tem recursos e os repasses diminuíram não para em pé.
No mês de março 2025, a administração municipal recebeu de verba federal R$ 32.530.706,05 (trinta e dois milhões, quinhentos e trinta mil, setecentos e seis reais). Em março deste ano, a Prefeitura recebeu R$ 34.882.416,41 (trinta e quatro milhões, oitocentos e oitenta e dois mil, quatrocentos e dezesseis reais), ou seja, R$ 2.351.710,36 (dois milhões, trezentos e cinquenta e um mil, setecentos e dez reais), ou R$ 75.861,63 (setenta e cinco mil, oitocentos e sessenta e um reais) a mais por dia.
Além disso, todas as gestões municipais recebem o Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica) e arrecadam impostos e taxas municipais como IPTU, ISS e CIP. No total, são mais milhões que entram nos cofres da administração. No caso de Candeias, em torno de R$ 23 milhões a mais.



