Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra o descaso com o cemitério municipal totalmente abandonado. Parentes de mortos têm que comprar até areia, cimento e tinta
Se não tivesse um vídeo que circulou amplamente nas redes sociais de Candeias, na RMS (Região Metropolitana de Salvador) causou indignação a quem sabe do abandono de serviços essenciais na cidade que tem arrecadação entre as 10 primeiras cidades baianas, mas é a 20ª em população, ou seja, uma das maiores em renda ‘per capita’ no Estado – receita por habitante.
A denúncia poderia não ser acreditada se não partisse de um familiar de um candeense que foi sepultado no Cemitério Recanto Municipal, que é administrado pela caótica gestão do Município.
A base do prefeito Ériton Ramos (PP), sempre apresenta contestação, ilações e desculpas esquecendo que a gestão anterior de 8 anos (2017 a 2024) do mesmo grupo recebeu a cidade com caixa em dia e mais de R$ 45 milhões para obras em verbas parlamentares.
Na Câmara, o vereador Sargento Francisco sempre apresenta denúncias que recebe de moradores em relação à Educação (larvas na merenda escolar), na Saúde (falta de medicamentos nas UBS, na UPA e no HJMS (Hospital José Mário dos Santos), no Ouro Negro, na Infraestrutura (obras mal feitas e o símbolo maior é a Avenida João Isidório), no Social (caos na distribuição histórica do peixe na Semana Santa que fazem política) e, finalmente na Economia a (bizarra alegação de falta de recursos). Recentemente, concessionários da Central de Abastecimento reclamam do abandono durante e depois da reforma. Até mesmo a pequena ajuda de R$ 800 foi suspensa. Para se ter ideia, em 2025, a receita de Candeias foi de R$ 531.423.555,53 (quinhentos e trinta e um milhões reais). Somente de dinheiro pago pelos candeenses o valor ultrapassou a R$ 189.141.000,00 (cento e oitenta e nove milhões de reais).
Cemitério
No vídeo, que a redação não apresenta por respeito aos familiares, o filho alega que teve que comprar areia, bloco, cimento e tinta para fechar carneira onde o pai seria sepultado entre matos . Além disso, em toda a extensão dos caminhos do cemitério, se vê capim e mato, além de constatação de que a limpeza não é prioridade.



