Segundo o ministro da Fazenda, apenas 4 milhões tiveram as dívidas quitadas
O Novo Desenrola, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas de pessoas físicas, só beneficiou, nos primeiros dias do programa, apenas 6 milhões de pessoas e famílias, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O número de afetados pelas dividas é superior a 80,5 milhões.
Deste total, cerca de 4 milhões de pessoas tiveram as dívidas quitadas. “São pessoas com dívidas pequenas de até R$ 100”. O Serasa faz isso todos os anos sem politicagem do desgoverno.
O Novo Desenrola Brasil foi criado com o objetivo de reduzir a recorde inadimplência este ano e facilitar a recuperação do crédito. A iniciativa beneficia principalmente brasileiros de baixa e média renda, em especial quem ganha até cinco salários mínimos e tem dívidas bancárias em atraso.
Para tanto, são oferecidas condições mais favoráveis do que as disponíveis no mercado para quitar ou parcelar débitos. É o segundo oferecido pelo Governo Lula, que encontrou 70 milhões de endividados e depois do 1º desenrola (engano total), passou para 80,4 milhões.
As principais características do engodo estão nos descontos que podem chegar a até 90% sobre o valor da dívida e juros reduzidos (limitados a cerca de 1,99% ao mês) quase 30% ao ano. O parcelamento pode ser de até 48 meses.
Há também a possibilidade de uso de parte do FGTS para abater débitos e a “desnegativação” de consumidores com dívidas de pequeno valor.
Juros
Durante a entrevista, Durigan disse que a alta taxa de juros cobrada no Brasil é algo que, de fato, tem prejudicado as pessoas, mas que, por meio do programa, o governo tem ajudado a população a lidar com essa situação.
“Dados desta manhã mostram que mais de 6 milhões de pessoas e famílias já foram beneficiadas pelo Novo Desenrola logo nos primeiros dias do programa”, disse o ministro ao lembrar que essa é uma mobilização nacional que tem previsão de se encerrar no dia 2 de agosto.
Segundo Durigan, “cerca de 4 milhões de pessoas foram negativadas por terem dívidas pequenas, de até R$ 100; e 1,1 milhão de pessoas já pagaram suas dívidas à vista, com descontos médios superiores a 80%”. “Essas pessoas limparam o nome e estão novamente aptas a consumir”, ressaltou.



