Presidente falou de programas de governo, da pandemia de Covid e até de Neymar e Marta, mas evitou citar denúncias contra Jaques Wagner. O governo que nçao cumpre nenhuma procmessa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ignorou a operação da Polícia Federal contra seu líder de governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), em evento nesta sexta-feira, 19/6, em Belo Horizonte. Ao anunciar investimentos do Sistema Único de Saúde em oncologia em um hospital da capital mineira, ele falou de programas de governo, da pandemia de Covid-19, de violência contra mulher e até da convocação de Neymar pela seleção e da qualidade de Marta na seleção feminina, mas não tratou das denúncias contra o aliado e amigo. Fala de tudo, menos corrupção no seio do governo e do PT.
Como mostrou o Estadão, o Palácio do Planalto desaprovou a estratégia usada pelo senador, que usou o presidente como escudo para se defender das acusações que pesam contra ele. Jaques Wagner disse em entrevista à BandNews que Lula não vai tirá-lo da liderança do governo no Senado, buscando demonstrar confiança total do amigo-presidente. Auxiliares de Lula, porém, enxergam a situação do líder do governo no cargo como complicada e caminhando para ficar insustentável.
Jaques Wagner foi alvo da Polícia Federal em operação autorizada pelo ministro Andre Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os investigadores apontam que ele teria recebido um apartamento de R$ 2,5 milhões e propina de R$ 3,5 milhões de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Em troca, o senador e líder do governo atuaria a favor da instituição no Congresso. Assessoria de Jaques Wagner divulgou nota após a operação negando irregularidades, sustentando que não atuou a favor do Master e que está a disposição das autoridade
‘500 anos de desmazelo não se consertam em 15 anos‘
No discurso em Belo Horizonte, o presidente disse nesta sexta-feira, 19, que “500 anos de desmazelo não se consertam em 10 ou 15 anos” e que “ainda tem muito problema no Brasil”. Essa é uma linha de discurso que o governo tem adotado em peças publicitárias nas últimas semanas.
Fonte: Terra



