Defesa alega que pistola sem peça de disparo foi enviada para conserto após ex-presidente, sob efeito de remédios, notar falha. A Justiça do STF realmente é uma piada master
O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça-feira, 23/6, na residência em Brasília. A oitiva, conduzida pelo delegado Thiago Boeing da 17ª DP (Delegacia de Polícia), durou aproximadamente 5 minutos dentro de uma visita que totalizou 40 minutos.
O foco da investigação é a apreensão de uma pistola Glock 9 milímetros, de propriedade de Bolsonaro, ocorrida durante uma blitz da Lei Seca no dia 15 de junho.
A arma estava no carro do militar Estácio Leite da Silva Filho, do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), que atua na segurança do ex-presidente. Embora o registro no sistema do Exército estivesse regular no nome de Bolsonaro, a arma foi recolhida porque não estava acompanhada do CRAF (Certificado de Registro de Arma de Fogo) no momento do transporte.
O militar alegou que transportava o armamento para realizar reparos e que ele seria devolvido em seguida ao ex-presidente.
A defesa de Bolsonaro apresentou uma justificativa detalhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que a equipe de segurança teria retirado o percussor — peça essencial para o disparo — da pistola sem o conhecimento prévio de Bolsonaro.
A medida teria sido tomada para evitar riscos, pois o ex-presidente faz uso de medicações psiquiátricas que afetam sua cognição. Segundo os advogados, ele manipulou a arma, testou o disparo e, ao notar que o mecanismo não funcionava, solicitou ao segurança que levasse a pistola para manutenção.
A defesa citou um episódio de 22 de novembro de 2025, quando Bolsonaro tentou romper sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, alegando, na época, alucinações e paranoia causadas por remédios.
Fonte: Correio Braziliense



