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Omisso, governo brasileiro é informado sobre aplicação do tarifaço dos EUA

by Yancey Cerqueira
15 de julho de 2026
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Omisso, governo brasileiro é informado sobre aplicação do tarifaço dos EUA

Foto: Marcelo Carmargo / Agência Brasil

Agora, ao menos 6 meses depois, Planalto vê margem para negociação apesar da confirmação das novas tarifas; segundo fonte, a lista de exceções deve ser ampliada

A gestão norte-americana teria informado ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que vai aplicar as novas tarifas de 25% nesta quarta-feira, 15/7. Segundo repassado por uma fonte palaciana ao Correio, embora a medida entre em vigor, a lista de exceções será ampliada.

Um integrante do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) sinalizou que a tendência é que, caso o tarifaço seja confirmado, o alcance seja reduzido e não atinja setores ligados à construção. Os Estados Unidos utilizaram argumentos relacionados à Seção 301 da legislação comercial norte-americana para embasar as novas taxações. A expectativa é que os detalhes da decisão sejam divulgados em breve.

Nem na reunião aberta realizada dias atrás, o Governo se inscreveu para argumentar.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação é de que Washington utilizou informações antigas para fundamentar a investigação comercial contra o Brasil, em uma estratégia para fortalecer sua posição nas negociações bilaterais. Integrantes do governo afirmam que o relatório reúne, em grande parte, reclamações históricas de setores empresariais dos Estados Unidos, sem apresentar fatos novos que justificassem a ampliação das barreiras comerciais.

A leitura dentro do governo é que a decisão tem caráter predominantemente político e está alinhada à estratégia protecionista adotada pela gestão de Donald Trump. Apesar disso, a orientação no Palácio do Planalto segue sendo priorizar a via diplomática e manter abertas as negociações para ampliar o número de produtos isentos das tarifas e reduzir os impactos sobre as exportações brasileiras. Segundo interlocutores ouvidos pela reportagem, a ampliação da lista de exceções é vista como um indicativo de que ainda há espaço para negociações entre os dois países.

Fonte: Correio Braziliense

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