Programa seguirá até 31 de agosto com as mesmas regras e descontos de até 90%. Somente se paga dívida com dinheiro e a população está dividindo até pizza em parcelas
O governo federal prorrogou a atual edição do Desenrola Brasil até 31 de agosto. A extensão do prazo foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e mantém as regras atuais do programa, que oferece descontos de até 90% para renegociação de dívidas. Inicialmente, o programa terminaria em 3 de agosto. Com a mudança, o encerramento passa a coincidir com o fim da medida provisória que criou o Desenrola Brasil.
Segundo Dario Durigan, advogado e ex-auxiliar de Alexandre de Moraes, a decisão também atende a uma demanda apresentada por instituições financeiras, que identificaram um volume adicional de consumidores interessados em renegociar débitos.
O ministro afirmou ainda que a prorrogação não exigirá novos recursos do FGO (Fundo Garantidor de Operações), utilizado para cobrir eventuais inadimplências, e que as condições atuais do programa serão mantidas, sem novas restrições.
Governo quer ampliar número de famílias atendidas
A expectativa do Ministério da Fazenda é que cerca de 10 milhões de famílias sejam beneficiadas com o mês adicional de funcionamento.
De acordo com Durigan, o período extra permitirá que mais pessoas regularizem a situação financeira antes de buscar novas linhas de crédito ou aderir a programas de financiamento.
“Esse prazo adicional vai ser importante, inclusive, para que as pessoas que hoje estão tendo de acessar os programas de moto e carro possam fazer jus a essas obrigações“, afirmou o ministro.
Renegociações já somam R$ 22 bilhões
Até 23 de julho, o Desenrola Brasil havia renegociado R$ 22 bilhões em dívidas, distribuídos em 3,6 milhões de operações, em torno de 5% do valor e das dívidas totais.
Após a aplicação dos descontos, o valor total das dívidas caiu para aproximadamente R$ 4 bilhões.
Quem pode participar do Desenrola Brasil
A modalidade em vigor contempla dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal contratadas até 31 de janeiro de 2026.
Para participar, os débitos precisam estar em atraso entre 91 dias e dois anos.
Os consumidores podem obter descontos de até 90%, juros limitados a 1,99% ao mês e parcelamento em até 48 meses.
O programa também permite utilizar parte do saldo do FGTS para amortizar ou quitar dívidas. Até o momento, essa modalidade registrou cerca de 110 mil operações, que movimentaram R$ 62,2 milhões.
Fonte: A Tarde



