Evento será visto em partes da Europa como França, Portugal e Islândia; Observatório Nacional fará transmissão ao vivo
O eclipse solar total desta quarta-feira, 12/8, poderá ser observado em partes da Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Espanha e Portugal. Em outras regiões do Hemisfério norte, como Canadá, Estados Unidos, Europa e noroeste da África, o fenômeno será visto apenas de forma parcial, com a Lua cobrindo apenas uma parte do Sol.
Embora o fenômeno não possa ser observado de nenhuma parte do Brasil, o Observatório Nacional fará uma retransmissão ao vivo pelo YouTube a partir das 12h (horário de Brasília). O eclipse deve atingir o ponto máximo por volta das 14h.
Por que o eclipse não poderá ser observado no Brasil?
Durante um eclipse solar, a Lua fica entre o Sol e a Terra. Como a Lua é relativamente pequena, sua sombra projetada sobre a Terra também atinge apenas uma região limitada. No caso citado, essa faixa de sombra estará principalmente no Hemisfério norte, passando por locais como Rússia, Groenlândia, Islândia, Espanha e Portugal. Como o Brasil está majoritariamente no Hemisfério sul, fica fora dessa faixa. Ou seja, a visualização de um eclipse solar depende da posição da Lua, do Sol e do observador.
Como assistir ao eclipse?
O Observatório Nacional fará uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, a partir das 12h. O eclipse deve atingir o ponto máximo por volta das 14h. Clique aqui para assistir!
Como acontece um eclipse solar?
O evento astronômico é causado pelo alinhamento específico entre a Terra, a Lua e o Sol no espaço. A distância e a posição dos astros em suas órbitas determinam o tipo de eclipse, a sombra projetada e as regiões onde o fenômeno pode ser observado.
A sombra mais escura, onde toda a luz solar é bloqueada, é chamada de umbra. Já a região ao redor dela, onde apenas parte da luz é bloqueada, recebe o nome de penumbra. Eclipses solares e lunares ocorrem quando Sol, Terra e Lua se alinham de maneira específica. Como a órbita da Lua é inclinada em relação ao plano da órbita da Terra ao redor do Sol, esses alinhamentos não acontecem todos os meses.
Quais são os tipos de eclipse?
Existem três classificações principais para o fenômeno astronômico: total, anular e parcial. A definição exata depende de quão alinhados os corpos celestes estão no momento do evento e da distância da Lua em relação ao planeta Terra durante a órbita.
No eclipse total, há alinhamento completo de posição e tamanho, fazendo a estrela praticamente desaparecer. Esse tipo específico acontece em média a cada 18 meses em algum lugar do planeta, segundo o Observatório Nacional.
O eclipse anular ocorre quando a Lua está no apogeu, seu ponto mais distante da Terra. O satélite parece menor que o Sol e deixa apenas a borda aparente, formando um “anel de fogo”. Já o eclipse parcial acontece quando a Lua e o Sol não estão completamente alinhados, deixando o astro com um formato de meia Lua.
Como observar o fenômeno com segurança?
É estritamente obrigatório o uso de proteção adequada para evitar danos à visão ao olhar diretamente para o Sol. A recomendação oficial do Observatório Nacional exige a utilização de filtros certificados especificamente para a observação astronômica segura durante o evento.
Óculos escuros comuns, chapas de raio-X ou filtros caseiros não oferecem proteção contra os raios solares. Especialistas indicam o uso de óculos especiais para observação solar ou vidros de soldador número 14.
Quando um eclipse solar total será visível no Brasil?
Segundo o Observatório do Clima, os eclipses solares totais ou anulares acontecem na Terra em média 1 vez ao ano. No entanto, a área alcançada por esses eclipses é limitada, o que contribui para a impressão de que são eventos pouco frequentes. O evento deve ocorrer no Brasil em 19 anos, mais precisamente em 12 de agosto de 2045. Na ocasião, o eclipse solar total estará visível em partes de estados das regiões Norte e Nordeste, além de parcialmente visível no restante do país.
Fonte: Terra



