Mensagem enviada por Vorcaro a Moraes fala da necessidade de “proteção” do diretor-geral da PF e do procurador-geral ao banqueiro
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu para ouvir a PGR (Procuradoria-Geral da República) em um dos capítulos mais delicados que o caso Master já produziu até agora.
Em ofício, o ministro solicitou informações complementares sobre conteúdo de uma mensagem enviada por WhatsApp que cita duas autoridades da República: o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, e o próprio procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O pedido de informações complementares foi motivado por mensagem enviada pelo banqueiro Daniel Vorcaro a um interlocutor desconhecido até certo momento da investigação. Na mensagem, Daniel Vorcaro diz que precisa da proteção de Andrei e de Paulo.
Contrato previa que mulher de Moraes defendesse Master na PF
O contrato firmado entre o Banco Master e a Barci de Moraes Sociedade de Advogados previa que o escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes defendesse a instituição financeira de Daniel Vorcaro em inquéritos policiais na Polícia Federal.
O acordo, que previa o pagamento de 36 parcelas de R$ 3 milhões, tinha como escopo a “consultoria estratégica e jurídica em procedimentos/ inquéritos policiais nas Polícias Federal e Civis e procedimentos administrativos, inclusive perante o Banco Central, a Receita Federal e CADE”, além de processos judiciais em todas as instâncias do Poder Judiciário e “a “implantação, acompanhamento e aprimoramento constante e continuado de programa de integridade”.
Conforme revelou a coluna Andreza Matais, Vorcaro pediu a ajuda de Alexandre de Moraes, ministro do STF, para que ele intercedesse junto a “Andrei” e “Paulo”. Segundo relatório feito pela própria Polícia Federal, Andrei e Paulo seriam, respectivamente, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o PGR, Paulo Gonet.
Fonte: Metrópoles



