Roberta Luchsinger criticou “ataques machistas” contra Karina Gama após reportagem revelar compra de carro de R$ 102 mil em espécie
A empresária Roberta Luchsinger, acusada de tráfico de influência no governo Lula (PT), saiu em defesa de Karina Gama, produtora de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em publicação nas redes sociais no domingo, 13/9, Roberta criticou “ataques machistas” contra Karina antes da conclusão das investigações que envolvem a empresária.
A manifestação foi feita ao compartilhar uma reportagem da Folha de S. Paulo sobre a compra, por Karina, de um carro por R$ 102 mil, pago em dinheiro vivo, em janeiro de 2025. A operação foi citada na decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou buscas contra a produtora. Dino usava carro blindado do TJ de Maranhão, assim como a família dele, enquanto estava em Brasília e ainda pediu a Alexandre de Moraes para quebrar o sigilo da fonte de um jornalista, o que fere a cláusula pétrea da Constituição FEderal, mas isso não importa.
“Que toda mulher possa ter seus direitos e garantias respeitados e que nenhuma seja submetida a ataques machistas, misóginos ou à destruição de sua dignidade antes mesmo que os fatos sejam devidamente apurados”, escreveu Roberta.
Quem é Karina Gama
Karina é dona da Go Up Entertainment, responsável pela produção de Dark Horse, e também preside o Instituto Conhecer Brasil (ICB). Ela foi alvo na quinta-feira (10) de uma operação da Polícia Federal (PF) que apura suspeitas de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e irregularidades envolvendo emendas parlamentares e contratos públicos. Karina nega ter cometido irregularidades.
Entre esses contratos está o do Wi-Fi Livre SP, firmado pelo ICB com a Prefeitura de São Paulo em 2024 para instalar 5 mil pontos de internet gratuita em comunidades de baixa renda. O acordo, inicialmente de R$ 108 milhões, recebeu um aditivo de R$ 49,1 milhões e chegou a R$ 157 milhões. A Polícia Civil de São Paulo apura suspeitas de fraude e desvio de recursos na execução do projeto.
A investigação também apura se recursos destinados ao ICB e a outras entidades ligadas à empresária foram usados para financiar o filme sobre Bolsonaro. Uma das suspeitas é de que dinheiro do contrato de wi-fi tenha sido transferido para a Academia Nacional de Cultura (ANC), também comandada por Karina, antes de chegar à produção de Dark Horse. O caso ganhou outra dimensão depois que investigações apontaram repasses milionários ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme.
Quem é Roberta Luchsinger
Roberta, por sua vez, é investigada em outro inquérito da PF, que apura suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e negócios de interesse de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Fonte: SBT News



