Dados mostram como o eleitorado baiano está distribuído por idade, gênero e escolaridade e revelam ainda o tamanho da estrutura de votação
A Bahia chega às eleições de 2026 com um dos maiores contingentes eleitorais do país. São 11,3 milhões de eleitores aptos a votar, distribuídos pelos 417 municípios do estado e com perfis bastante diferentes em idade, escolaridade, gênero e outras características. Os dados também revelam como a estrutura necessária para levar esse eleitorado às urnas envolve uma operação de grandes proporções, que vai dos locais de votação aos milhares de mesários convocados e voluntários.
As mulheres são maioria entre os eleitores baianos. Elas representam 53% do eleitorado, com 5,9 milhões de pessoas, enquanto os homens somam 5,3 milhões, ou 47%. O perfil etário também mostra uma concentração importante nas faixas adultas: o maior grupo está entre 40 e 44 anos, com 1,2 milhão de eleitores, seguido pelas faixas de 45 a 49 e de 25 a 29 anos. Na outra ponta, mais de 138 mil jovens de 16 e 17 anos estão registrados para votar — faixa em que o voto é facultativo.
O retrato das candidaturas, por outro lado, ainda apresenta uma participação masculina maior. Das 1.224 candidaturas consideradas no levantamento, 802 são de homens, o equivalente a 66%, enquanto 422 são de mulheres, ou 34%. Entre os cargos em disputa, são 643 candidaturas para deputado estadual e 535 para deputado federal, além de dez para o Senado e sete para governador e vice-governador. Os números ajudam a dimensionar a quantidade de nomes que estarão à disposição dos eleitores nas urnas baianas.
A eleição também mobiliza uma estrutura física e humana extensa. A Bahia terá 140.494 mesários, sendo 95.519 convocados e 44.975 voluntários. Salvador concentra 19.375 deles, com participação voluntária de 54%. Entre os maiores locais de votação do estado, nove dos dez estão na capital, que abriga unidades capazes de receber mais de 16 mil eleitores em um único endereço. Feira de Santana aparece na lista com um dos maiores colégios eleitorais individuais.
Outro aspecto do eleitorado diz respeito às condições de acesso e participação: 94,57% dos eleitores baianos já possuem biometria cadastrada, percentual que se mantém próximo de 94% nos maiores municípios. Entre as seções eleitorais, 19.979 das 35.476 existentes no estado são classificadas como acessíveis.
Os gráficos mostram ainda um eleitorado marcado por diferenças de escolaridade e por informações cadastrais que nem sempre estão preenchidas. O ensino médio completo é o nível de instrução mais informado, com 27,9%, enquanto 21,89% têm ensino fundamental incompleto e 17,81% têm ensino médio incompleto. Na declaração de cor ou raça, porém, 81,31% dos registros aparecem como “não informado”. O conjunto de dados permite, assim, enxergar não apenas o tamanho do eleitorado baiano, mas também a diversidade — e as lacunas — do perfil de quem será responsável por escolher os próximos representantes do estado.
Fonte: Correio da Bahia



