Ex-presidente da Venezuela e sua esposa, Cilia Flores, teriam recorrido à prática para se manterem no poder. O amigo que Lula chamou de ‘gente boa’
O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a esposa, Cilia Flores, foram acusados de conspiração para cometer tortura, nesta quinta-feira, 8/10. O casal está preso em Nova York desde que foram capturados por militares norte-americanos e levados aos Estados Unidos em janeiro deste ano.
A acusação foi apresentada pela procuradoria no tribunal federal de Manhattan. Segundo os promotores, Maduro e Cilia teriam torturado oponentes políticos para manterem-se no poder.
Um dos casos teria ocorrido em 2013, quando Maduro ordenou a prisão de um oficial militar venezuelano suspeito de planejar um golpe. O prisioneiro foi interrogado por membros da diretoria de contraespionagem militar da Venezuela enquanto era submetido a choques com um fio elétrico energizado. Cada vez que isso acontecia, ele era pendurado pelas mãos e pés por vários minutos.
Outro episódio teria acontecido em 2022. Na ocasião, um cidadão norte-americano foi detido ao entrar na Venezuela e acusado de conspirar para assassinar Maduro. Os oficiais da contraespionagem o submeteram a espancamentos e choques.
Os advogados de Maduro, de 69 anos, e Cilia, de 63, ainda não se manifestaram.
O casal também responde por outras acusações: conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos; posse de metralhadoras e dispositivos explosivos em conexão com o tráfico de drogas; e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos.
Maduro também responde sozinho pela acusação por conspiração de narcoterrorismo.
Maduro e Cilia, que estão detidos no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, já se declararam inocentes. O julgamento está marcado para 1º de junho de 2027.
Fonte: SBT News



