Camilo afirma que falhas no Instagram prejudicam campanha digital de Lula e anuncia medidas no TSE e na ANPD; petista também cobra explicações de adversário sobre investigações envolvendo o INSS. Desgoverno não precisa de oposição
O ex-ministro da Educação Camilo Santana, que passou a integrar a coordenação da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusou neste sábado, 10/10, a Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook, de provocar um desequilíbrio na disputa presidencial.
Segundo o petista, uma sequência de falhas na plataforma prejudicou a divulgação de conteúdos da campanha governista em um momento decisivo do segundo turno. O partido anunciou que tomando “todas as medidas cabíveis” junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados).
Camilo afirmou que os problemas ocorrem a 15 dias da votação, marcada para 25 de outubro, e cobrou transparência da empresa. Para ele, as falhas podem comprometer a capacidade da campanha de levar suas propostas aos eleitores. “Ele reconhece o erro, mas não justifica e continua cometendo novos erros, e nós estamos há 15 dias das eleições”, declarou, ao defender a apuração dos episódios.
O ex-ministro negou que a campanha tenha enfrentado dificuldades por uma estratégia digital malsucedida no primeiro turno. Na avaliação dele, o desempenho nas redes sociais foi positivo, e as restrições recentes levantam suspeitas de uma tentativa de enfraquecer a candidatura de Lula.
“Ao contrário, a campanha do presidente Lula teve sucesso nas redes sociais, na campanha digital. É tanto que essa tentativa de interferir é exatamente para tentar desestabilizar e desequilibrar a campanha do governo Lula e a disputa eleitoral”, afirmou.
A denúncia foi apresentada inicialmente pelo secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares. Segundo ele, a conta de anúncios de Lula ficou fora do ar durante o primeiro turno e, nesta semana, publicações do presidente sofreram interrupções no registro de visualizações.
O partido também relatou que o perfil do petista ficou temporariamente impedido de impulsionar conteúdos no feed do Instagram. A Meta teria atribuído os episódios a problemas técnicos, mas, segundo os dirigentes, não apresentou esclarecimentos considerados suficientes pela campanha.
Ofensiva contra Flávio
Além de questionar a atuação da plataforma, Camilo direcionou críticas ao adversário de Lula na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro (PL). O ex-ministro afirmou que a campanha petista pretende ampliar a divulgação de temas que, segundo ele, precisam ser conhecidos pelos eleitores, como a escala de trabalho 6×1, as apostas on-line e os possíveis efeitos de cortes em programas sociais.
“Ele não quer que o povo brasileiro saiba que ele é a favor da manutenção da escala 6×1”, afirmou Camilo. O petista também sustentou que a campanha de Lula pretende defender a ampliação de políticas sociais e a redução das desigualdades. As críticas integram a estratégia do PT de contrastar as propostas dos dois candidatos na reta final da eleição.
Fonte: Correio Braziliense



