Embora a arrecadação do mês atual seja sempre superior a do mesmo período de 2024 ou 2025, gestor não paga em dia, o mínimo que poderia cumprir das promessas feitas; 70 meses de abandono e descaso
A semana foi de viralizar um desabafo do empresário serra-pretense Leca Transportes que, na imprensa regional e até estadual, denunciou o descaso e falta de compromisso com aqueles que produzem e trabalham pela população de Serra Preta como funcionários e fornecedores.
A falta de bons serviços na Economia, Educação, na Saúde e no Social é flagrante desde a posse do atual prefeito em 1º de janeiro de 2021.
Em praticamente todos os 70 meses, Serra Preta recebeu de arrecadação das transferências federais, do Fundeb e das receitas próprias, tudo pago pelos cidadãos e cidadãs que acordam cedo e precisam ir ao trabalho, não aqueles apadrinhados que vão apenas ao app do banco sacar e transferir.
Para se ter uma ideia, em 2020, a Prefeitura recebeu em torno de R$ 60 (sessenta milhões) e, em 2025, entrou nos cofres da administração municipal a quantia de R$ 133 (cento e trinta e três) milhões, ou seja, mais de 121% (cento e vinte e um por cento) contra uma inflação em torno de 40% (quarenta por cento).
Descasos e perseguição
Um dos primeiros atos de quem diz que “não persegue ninguém” (fala feita na Câmara Municipal por várias vezes repetidas e transmitida pela Rádio Bravo FM 104,9) foi transferir de função 2 (dois) guardas civis municipais, mas que a Justiça obrigou o perseguidor ilegal a fazer os funcionários retornarem as atividades de origem, o que foi repetido recentemente com um deles, mas que a Lei (e todos são obrigados a cumprir) o fez manter nas funções da profissão.
São inúmeras as provas de descaso e incapacidade administrativa da gestão, como:
01 – Concursos suspensos;
02 – Falta de professores nas salas de aula;
03 – Ônibus e veículos escolares sucateados;
04 – Alunos viajando em mala de carro;
05 – Nenhuma obra entregue (UBS, quiosque e sanitário na Praça da Feira);
06 – Atraso no pagamento do EJA (2025), de colaboradores, de contratados, de fornecedores;
07 – Dizer que a receita não atende as despesas (narrativa que fica em pé como saco plástico vazio);
08 – Abandono das aguadas que se agrava com a estiagem;
09 – Verba de 1,3 milhão para a reforma do estádio, que ainda não tem vestiário novo;
10 – Setor da Educação apesar da receita do Fundeb crescer de R$ 18 milhões, em 2023 para R$ 33 milhões em 2025;
11 – Acusar integrantes de se corromper para criticar, o que não é necessário pois basta imparcial;
12 – Não fornecer fardamento para rede municipal de ensino nem para os agentes de limpeza (garis);
13 – Abandonar a estrutura de bairros, como o loteamento João de Simplício que não tem água encanada, energia elétrica e urbanização.
14 – Ninguém vai conseguir reunir o pior time de secretários na gestão serra-pretense;
15 – Por tudo isso, e muito mais, o futuro de Serra Preta está comprometido pelo descaso da pior gestão dos 72 anos da história da cidade.



