Em 2022, na crise da pandemia, o PT e a esquerda culpavam o governo Bolsonaro. Agora, a culpa é de Trump, mas Lula prometeu abrasileirar o preço da gasolina, mas não cumpriu
Os preços dos combustíveis fecharam março em forte alta no Brasil, com o diesel liderando os aumentos e atingindo o maior patamar médio desde agosto de 2022. O avanço preocupa o governo, que enfrenta uma semana decisiva para fechar acordo com os estados e distribuidoras sobre a subvenção ao combustível, medida destinada a reduzir o impacto nos preços ao consumidor.
Alta puxada por petróleo acima de US$ 100 (que na pandemia chegou a US$ 139) leva o combustível ao maior nível desde 2022, enquanto governo negocia subsídio com estados e distribuidoras. E especialistas divergem sobre eficácia da medida. Lula quer que os Estados paguem a introdução de novos impostos federais que implantou a partir de 2023.
Em Salvador e Região Metropolitana, a gasolina supera os R$ 7,00, enquanto o diesel passa dos R$ 8,00. Também na região de Feira de Santana, o preço é semelhante. O etanol, na média, é superior a R$ 5,10. São os preços abrasileirados do Governo Lula da Silva.
Segundo o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio técnico da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o diesel S-10 subiu 14% no mês, enquanto o diesel comum avançou 12,9%, pressionando transportes e setores que dependem do combustível. Os valores médios nacionais atingiram R$ 7,065 por litro para o diesel S-10 e R$ 6,923 por litro para o diesel comum.
O aumento dos combustíveis foi generalizado, mas mais intenso nos derivados de petróleo, com maior exposição ao mercado internacional. O agravamento do conflito no Oriente Médio elevou os preços do petróleo, com o Brent superando a faixa de US$ 100 ao longo do mês. A tensão no Estreito de Ormuz contribuiu para a volatilidade internacional e pressionou os custos de importação.
De acordo com o levantamento, o principal fator para a alta foi o reajuste de R$ 0,38 por litro promovido pela Petrobras em meados de março, repassado integralmente ao consumidor final, em resposta à escalada do preço do petróleo no mercado internacional.
Gás de cozinha
O governo enfrenta resistências em diferentes frentes para avançar com o pacote destinado a conter os preços do gás, do diesel e do frete. A proposta prevê um subsídio ao ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel importado, no valor de R$ 1,20 por litro, com o custo dividido igualmente entre União e estados, que assumem R$ 0,60 cada um.



