A medida interrompe as atividades da instituição financeira que pertence a Augusto Lima, investigado no caso do Banco Master
O BC (Banco Central) decretou nesta quarta-feira, 18/2, a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A (antigo Banco Voiter), com a extensão do regime especial à Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliário S.A., entidades integrantes do conglomerado prudencial Pleno. A medida interrompe as atividades da empresa.
Em nota, o BC informa que a decisão foi motivada pelo “comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central“.
Augusto Lima era o dono do CredCesta, que fazia empréstimos aos funcionários públicos da Bahia depois de comprar a Cesta do Povo durante o governo de Rui Costa.
De acordo com nota do BC, o conglomerado, que tem como instituição líder o Banco Pleno, detém 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do SFN (Sistema Financeiro Nacional).
O Banco Pleno pertence a Augusto Lima (conhecido como Guga Lima), investigado no caso do Banco Master e ex-sócio de Daniel Vorcaro. Eles foram presos pela Polícia Federal em novembro, no âmbito da operação Complince Zero. A prisão preventiva dos dois foi revogada pelo TRF (Tribunal Regional Federal) menos de duas semanas depois da prisão.
Com a liquidação do Pleno, ficam indisponíveis os bens de Guga e de outros controladores da instituição financeira.
Ligações com Brasília
Além da atuação no setor financeiro, Lima manteve trânsito político, com proximidade com figuras da direita à esquerda. Ele é casado com Flávia Arruda, ex-ministra no governo Jair Bolsonaro e ex-deputada federal pelo PL do Distrito Federal. Além disso, diz o jornal, tem ligações com o PT na Bahia.
Fonte: Terra





