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Candeias: Depois de quase 2 anos prefeito descobre necessidades de artistas

by Yancey Cerqueira
28 de setembro de 2021
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Candeias: O prefeito da ‘Família’ e dos ‘Fantasmas’

A pandemia começou e o gestor municipal ignorou a classe artística, inclusive não repassou os quase R$ 650 mil da Lei Aldir Blanc

O caos que a gestão municipal permitiu se instalar em Candeias, na Região Metropolitana a 46 km de Salvador, durante a pandemia por omissão, retenção do dinheiro para render juros nos bancos e abandono de postos e a saúde parece que vai ser resolvido este ano até outubro do ano que vem.

Afinal, a família tem dois pré-candidatos a deputado: federal e estadual. Além disso, todo mundo da família está empregado na Prefeitura.

Assim, o prefeito ‘Mãos Limpas’, cuja gestão responde a processos na Justiça Estadual e Federal por suposto desvio de dinheiro público (respiradores, máscaras e ônibus) e também a AIME (Ação de Investigação de Mandato Eleitoral) com a terceira audiência nesta quinta-feira, 30, acena com pacotes de pseudo bondades.

Primeiro, envia um projeto para a Câmara Municipal prometendo criar 5 mil empregos depois de escorraçar empresas com altas taxas de tributos municipais, multas contra quem não reza a cartilha da gestão e abre o cofre para atender todas as demandas reprimidas na cidade.

A liberação da verba da Lei Romar Duarte (R$ 300 mil) é um dos sinais de que está preocupado com 2022, afinal a mídia local, mais uma vez, está abandonada assim como esqueceu os de baixa renda durante toda a pandemia, não criou sequer 50 empregos em 5 anos de mandato (a não ser para a família) e ainda persegue todos os que se opõem ao mesmo.

No fim do ano passado, dormiu no gabinete do prefeito o dinheiro para os artistas da Lei Aldir Blanc, mas o bom senso da gestão devolveu o recurso, como fizeram alguns que se vingam de quem não os admira.

Para desfazer a imagem de perseguidor, de quem ignora a população local e posar de ’bom samaritano’ investe em sites de Salvador para melhorar a impressão da classe política baiana, como é o caso dos últimos dias, com reportagens que parecem estar a cidade em mar de brigadeiro.

Contudo, não dá para esquecer a demissão de médicos no começo da pandemia, fechamento da Policlínica, da intervenção no Hospital José Mário dos Santos (Ouro Negro), a morte da comerciária, o caso do natimorto, fechamento da UPA (unidade de Tratamento Intensivo), o não reajuste dos servidores municipais desde 2017, o Decreto da Maldade (demissão de 600 servidores municipais) e as visitas da Polícia Federal a pedido do Ministério Público Federal e a Justiça Federal.

A perseguição a empresas afugenta investidores e poucos não se arriscar a colocar dinheiro onde o risco de fiscalização açodada e carga tributária excessiva amedrontam.

O projeto dos 5 mil empregos representa contratar, pelo menos, 70% da mão de obra desempregada, o que não passa de engodo, sofisma e uma expressão muito usada na cidade “baratino”.

As reportagens nos sites de Salvador são, no mínimo, matérias pagas ou patrocinadas, que ninguém leva a sério.

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