A pandemia começou e o gestor municipal ignorou a classe artística, inclusive não repassou os quase R$ 650 mil da Lei Aldir Blanc
O caos que a gestão municipal permitiu se instalar em Candeias, na Região Metropolitana a 46 km de Salvador, durante a pandemia por omissão, retenção do dinheiro para render juros nos bancos e abandono de postos e a saúde parece que vai ser resolvido este ano até outubro do ano que vem.
Afinal, a família tem dois pré-candidatos a deputado: federal e estadual. Além disso, todo mundo da família está empregado na Prefeitura.
Assim, o prefeito ‘Mãos Limpas’, cuja gestão responde a processos na Justiça Estadual e Federal por suposto desvio de dinheiro público (respiradores, máscaras e ônibus) e também a AIME (Ação de Investigação de Mandato Eleitoral) com a terceira audiência nesta quinta-feira, 30, acena com pacotes de pseudo bondades.
Primeiro, envia um projeto para a Câmara Municipal prometendo criar 5 mil empregos depois de escorraçar empresas com altas taxas de tributos municipais, multas contra quem não reza a cartilha da gestão e abre o cofre para atender todas as demandas reprimidas na cidade.
A liberação da verba da Lei Romar Duarte (R$ 300 mil) é um dos sinais de que está preocupado com 2022, afinal a mídia local, mais uma vez, está abandonada assim como esqueceu os de baixa renda durante toda a pandemia, não criou sequer 50 empregos em 5 anos de mandato (a não ser para a família) e ainda persegue todos os que se opõem ao mesmo.
No fim do ano passado, dormiu no gabinete do prefeito o dinheiro para os artistas da Lei Aldir Blanc, mas o bom senso da gestão devolveu o recurso, como fizeram alguns que se vingam de quem não os admira.
Para desfazer a imagem de perseguidor, de quem ignora a população local e posar de ’bom samaritano’ investe em sites de Salvador para melhorar a impressão da classe política baiana, como é o caso dos últimos dias, com reportagens que parecem estar a cidade em mar de brigadeiro.
Contudo, não dá para esquecer a demissão de médicos no começo da pandemia, fechamento da Policlínica, da intervenção no Hospital José Mário dos Santos (Ouro Negro), a morte da comerciária, o caso do natimorto, fechamento da UPA (unidade de Tratamento Intensivo), o não reajuste dos servidores municipais desde 2017, o Decreto da Maldade (demissão de 600 servidores municipais) e as visitas da Polícia Federal a pedido do Ministério Público Federal e a Justiça Federal.
A perseguição a empresas afugenta investidores e poucos não se arriscar a colocar dinheiro onde o risco de fiscalização açodada e carga tributária excessiva amedrontam.
O projeto dos 5 mil empregos representa contratar, pelo menos, 70% da mão de obra desempregada, o que não passa de engodo, sofisma e uma expressão muito usada na cidade “baratino”.
As reportagens nos sites de Salvador são, no mínimo, matérias pagas ou patrocinadas, que ninguém leva a sério.





