Cidade dirigida por um médico ficou sem profissionais de sexta, 2, até hoje, 4, porque o prefeito iria demiti-los e todos reagiram. Um pai levou a criança a EP e não tinha médico para atender
Uma carta aberta dos médicos que atuavam (ou atuam) na Emergência Pediátrica de Candeias, na Região Metropolitana a 46 km de Salvador, expõe o descaso com que trata a saúde da cidade o gestor, que também jurou Hipócrates.
No documento, os médicos afirmam que a informação de que trabalhariam com apenas um profissional por turno não seria adequado para um bom atendimento.
A Carta:
BOM DIA QUERIDOS COLEGAS MÉDICOS.
ESTA MENSAGEM É PARA SOLICITÁ-LOS QUE NÃO PEGUEM PLANTÃO DE PEDIATRIA NO POSTO LUIS VIANA FILHO DE CANDEIAS.
HÁ MENOS DE 24h FOI DADA A INFORMAÇÃO DE QUE HAVERIA SOMENTE UM MÉDICO E NÃO MAIS DOIS, DESLIGANDO AUTOMATICAMENTE QUEM NÃO ACATASSE OU OBEDECESSE A ORDEM DE FICAR NO PLANTÃO SÓ, E NÓS SOMOS CARTEIRA ASSINADA.
TODOS OS MÉDICOS NÃO ACEITARAM A SITUAÇÃO.
NÃO HOUVE UM COMUNICADO OFICIAL NEM PELA COORDENAÇÃO, que por sinal não existe coordenador médico há mais de 6 meses, NEM PELA SECRETARIA. FOI TUDO ASSIM, “DE BOCA”.
IMPRESSIONANTE, NEM PARECE QUE ESTAMOS NO SÉCULO 21.
NÃO FOI TENTADO COMUNICAÇÃO OFICIAL COM NENHUM DOS MÉDICOS. DEIXANDO TODOS NO VÁCUO.
A PEDIATRIA NESTE MOMENTO ENCONTRA-SE SEM MÉDICOS.
Vídeo
Hoje, 4, um vídeo de um pai que esteve com uma criança aparentando 10 anos viralizou nas redes sociais da cidade e da região. Nele, o pai lamenta não ter médico na emergência pediátrica e que pedirem que ele se dirigisse ao Hospital José Mário dos Santos (Ouro Negro) distante aproximadamente 5 km. Só que ele não tem carro nem havia ambulância para tal, e talvez o caso não fosse para emergência ou urgência na avaliação de quem atendeu.
E o prefeito?
Enquanto isso, o prefeito está em descanso na aprazível Subaúma e o secretário de Saúde todos sabem que é omisso e cumpridor de ordens sob pena de exoneração, apesar de estar envolvido com a Justiça por não se posicionar na compra de respiradores e máscaras supostamente superfaturadas em quase R$ 1 milhão, segundo a Justiça Federal.
O vídeo:





