Eleição da Comissão de Fiscalização dos Atos do Executivo Municipal não agradou ao chefe do Palácio Ouro
A escolha dos 3 integrantes da Comissão de Fiscalização dos atos do Poder Executivo de Candeias, na Região Metropolitana a 46 km Salvador, irritou o Palácio Ouro Negro que não gostou de saber que todos foram eleitos em partidos de oposição.
Irmão Valmir (PL), Ró Salomão e Rosana Souza (Podemos) integram uma das mais importantes comissões do Legislativo que tem o poder de acompanhar ações da administração municipal.
Mas aliado a isso, o Regime Interno não permite que vereadores do mesmo partido integrem uma só comissão. Assim, Ró ou Rosana devem deixar a de Fiscalização dos Atos do Executivo, assim como 2 integrantes do PP, partido do prefeito, estão numa mesma comissão e devem sair para não desrespeitar o RI.
Procurado, o líder do prefeito Reigilson Soares (PP) disse que equívocos na escolha das comissões vão ser revistos e negou ingerência do prefeito.
Interferência
Uma das mais escandalosas ingerências da administração do atual prefeito na Câmara ocorreu no fim de 2019 quando o Executivo pediu autorização da Câmara para contrair o escabroso empréstimo de R$ 45,5 milhões com juros que representam em torno de R$ 55 milhões endividando a municipalidade por 10 anos (120 meses) quando a Prefeitura tinha em caixa pelos menos o triplo do valor do empréstimo.
Na ocasião, a primeira-dama e secretária de Saúde, Soraia Cabral, e o secretário da Fazenda, Camilo Pinto, foram para a Sala VIP do Legislativo para pressionar os vereadores da base que apoiaram o endividamento de Candeias.
Até hoje ninguém, de sã consciência, consegue entender a criação da dívida para a cidade, que vai ser paga com o suor de 87 mil candeenses muitos dos quais sem emprego nem renda e muito menos apoio da atual gestão.





