Vereadores perderam em torno de 40 minutos (25% do tempo total da sessão) para debater se artigo do RI que obrigava o discurso em pé sem estarem na Tribuna
Um debate inusitado e desnecessário foi realizado na Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Candeias, na quarta-feira, 18/3, sobre o artigo do RI (Regimento Interno) que obrigava o vereador a ficar em pé quando fosse falar mesmo na cadeira onde comumente senta durante os trabalhos legislativos.
Esse expediente era utilizado, de algum tempo para cá, pelo único vereador de oposição, Sargento Francisco (PSD), que cumpria o que dizia o RI, causou num determinado momento estranheza e depois as pessoas foram informadas efetivamente da razão – as Regras Internas.
Mas, na manhã de quarta-feira, 18, o PL (Projeto de Lei), do vereador Rosevaldo Adorno (PP), em decisão desnecessária para uma cidade que obras derretem como a Estrada João Isidoro – de R$ 85 mi que não suporta um orvalho, ruas calçadas que esburacam com qualquer chuva ou sem e em poucos meses, falta de remédios nos postos de saúde, escolas sem professores e auxiliares de classe, além do salário dos servidores que está entre os menores das 13 cidades da RMS (Região Metropolitana de Salvador), apesar de Candeias ter a 5ª (quinta) maior receita da região.
O debate ficou mais acalorado quando o Sargento Francisco, único a obedecer o artigo do RI (Regimento Interno) fez uma declaração sobre a submissão dos vereadores da base em relação a ex-primeira-dama, hoje secretária, Soraia Cabral)…
Vereadores da base do atual prefeito, Ériton Ramos, como sempre diz o vereador da oposição, obedecem mesmo é a secretária com quem se reúnem e tomam as decisões. E se se não seguirem às determinações podem vir a galope as retaliações com perda de indicados para cargos na Prefeitura, o que os facilita a cumprir promessas de campanha e quem sabe na busca da reeleição. É a chamada cota para contratação de aliados, uma prática histórica que não é restrita a Candeias.
Os governistas discordaram veementemente, reagiram e negaram a afirmação dura sobre o baixar a cabeça e perderemm a independência que deveriam ter, principalmente pelo que reza a Constituição Federal e a LOM (Lei Orgânica dos Municípios).
Verba da Câmara e gastos desnecessário
A Câmara Municipal de Candeias, uma das com maior receita anual, o chamado duodécimo, recebe em torno de R$ 3 milhões por mês (R$ 18 milhões por ano), dos quais 70% (setenta por cento) é para pagar o pessoal, e os 30% (trinta por cento) restante para manutenção.
Como a casa Legislativa tem 4 (quatro) sessões por mês, cada uma custa em torno de R$ 750 mil, se leva 1h50min e, se em 45 minutos se discutiu futilidade, nesse período se consumiu em torno de R$ 260 mil para nada e coisa nenhuma que beneficia os candeenses que querem educação, emprego, obras bem feitas, saúde, e social, principalmente, e não os vereadores debatendo abobrinhas ou a quem envernizou as baratas.





