Neste ano, dezenas de pessoas foram assassinadas na cidade e, no último domingo, um sargento da reserva da PM foi morto quando trafegava em uma pista que liga a BA 526 à BR 324
O latrocínio do sargento Romão Roberto, 65 anos, no último domingo, 22/3, foi um dos casos mais graves dos últimos dias quando ele trafegava na nova pista que liga a BA 526 à BR 324 e chama a atenção pela omissão da administração municipal que, seguindo a gestão passada, abandonou o vídeo monitoramento que tinha em parceria com a PM (Polícia Militar da Bahia).
Segundo o sargento Francisco, basta querer empregar os R$ 100 (cem) milhões que foram aprovados como empréstimo no início deste ano com apoio da Câmara de Vereadores que deu um cheque em branco ao prefeito Ériton Ramos (PP).
A cidade, que não é diferente do resto do Brasil, apresenta um período grave de violência e, como está a atual gestão, não há perspectiva de deixar de amedrontar e aterrorizar as pessoas de bem que vivem em Candeias.
“É triste saber que adolescentes e jovens são mortos em qualquer lugar. É preciso ter a consciência para cuidar, e vídeo monitoramento seria importante”, disse o vereador.
Quando fui prefeito, funcionou aqui uma central de vídeo monitoramento em parceria com a PM da Bahia.
Importante frisar que cuidar da segurança pública é um dever do Estado, mas não custa o Município, como outros fazem, apoiar para dar mais tranquilidade aos candeenses.
Caso Aratu
No discurso na Tribuna da Câmara, o vereador disse ter conhecimento que o TCE (Tribunal de Contas do Estado) teria recomendado a demissão do irmão do ex-prefeito, Carlos Ibiapina, que hoje é diretor de uma empresa privada criada em área desapropriada por 1% (um por cento) do valor do terreno pagando apenas R$ 3 milhões.
O ex-prefeito usou o dinheiro do Município, desapropriou a área avaliada em R$ 300 milhões, criou uma empresa privada e colocou o irmão como um dos diretores. “Benefício próprio. Pode isso?”.
Na mesma área, várias empresas fecharam as portas causando desemprego na cidade por ações invasivas e até pata tirar vantagens. Aliás, o caso de uma rede de supermercado que não foi aceita em Candeias pela Prefeitura, e está em São Sebastião do Passé, onde criou mais de 300 vagas de trabalho com carteira assinada.
Cumprir lei que obriga padronizar os carros locados e próprios
O sargento Francisco também cobrou o cumprimento da Lei Municipal 757/2009, que obriga que todos os veículos próprios e alugados, como ocorre com a empresa Clássica que nos últimos 3 anos recebeu em torno de R$ 40 (quarenta) milhões, sejam plotados.
O grave é que ninguém sabe onde estão esses carros, acrescenta o vereador, destacando que alguns estariam em outras cidades para tentar ajudar pré-campanha do ex-prefeito. Os carros, pagos pelo cidadão candeense, são usados por lideranças políticas. A Lei não foi cumprida pelo gestor anterior nem está sendo colocada em prática pelo atual.
Ele cobrou ainda que os carros alugados pela atual gestão da Câmara (aproximadamente 20), e que servem aos vereadores, também sem plotados com a logo marca da Casa Legislativa.





