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Médica é exonerada por suposto desvio de vacinas em Roraima

by Yancey Cerqueira
23 de julho de 2021
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Mais 3 mi de vacinas da Janssen chegam ao Brasil

Foto Ilustrativa

A médica é servidora da Secretaria Estadual de Saúde, mas estava lotada no Tribunal de Justiça enquanto também fazia parte do projeto de acolhimento aos migrantes do Exército Brasileiro

Uma profissional de saúde de Roraima foi exonerada do cargo por suspeita de envolvimento em desvio de vacinas da Operação Acolhida, que atende migrantes e refugiados venezuelanos no Brasil, para imunização de membros do Poder Judiciário. A suspeita aponta que a vacinação irregular ocorreu nos dias 12 e 13 de julho.

A servidora Mariângela Nasário Andrade foi exonerada do cargo de coordenadora do Centro Médico e de Qualidade de Vida do TJRR (Tribunal de Justiça de Roraima) pelo presidente da instituição, magistrado Cristovão José Suter, segundo publicação do Diário Oficial da Justiça de 14 de julho.

A médica é servidora da Sesau (Secretaria Estadual de Saúde), mas estava lotada no TJRR enquanto também fazia parte do projeto de acolhimento aos migrantes do Exército Brasileiro.

A suspeita de desvio de vacinas foi levantada por meio de denúncia apontada pelo jornalista Sérgio Ramalho, do Intercept Brasil e foi corroborada pelo senador Telmário Mota (Pros-RR). O Tribunal de Justiça de Roraima confirmou que tomou conhecimento de “possíveis ações” irregulares nas suas dependências e que tomou medidas para “a sua imediata interrupção“.

O TJRR afirma que verificou inicialmente que “tais ações teriam sido desenvolvidas por iniciativa própria da médica Mariângela Nasário Andrade (…) em desrespeito à legislação vigente e determinações e orientações deste Tribunal” e reforçou que “a servidora foi imediatamente exonerada do cargo que ocupava, conforme Portaria nº 841, publicada no DJE 69550, deixando de possuir qualquer vínculo com este Tribunal“.

Em nota oficial, a AMARR (Associação dos Magistrados de Roraima) negou envolvimento na denúncia e reforçou que nos dias dos fatos (12 e 13 de julho), a vacinação na capital compreendia as pessoas entre 26 a 31 anos de idade, sem comorbidades, portanto, de faixa etária inferior ao juiz mais jovem da justiça estadual, que possui 32 anos.

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