Lista de denunciados possui jogadores e apostadores. Partidas das Séries A e B do Brasileiro e Estaduais deste ano são investigadas
O MP/GO (Ministério Público de Goiás) denunciou 16 pessoas, sendo sete jogadores e nove que integram a organização criminosa e são listados como apostadores e/ou integrantes operacionais no esquema de manipulação de resultados no futebol brasileiro. A Operação Penalidade Máxima está na segunda fase e investiga manipulação em jogos das Séries A e B do Campeonato Brasileiro de 2022 e de Estaduais deste ano.
Em relação à primeira denúncia, 11 novos réus foram integrados nesta segunda denúncia do MP/GO. Bruno Lopez, Ícaro Fernando, Luís Felipe, Victor Yamasaki e Zildo Peixoto aparecem nas duas denúncias.
Entre os jogadores denunciados estão:
– Eduardo Bauermann, zagueiro afastado do Santos
– Gabriel Tota, meia do Juventude, que está emprestado ao Ypiranga-RS
– Victor Ramos, zagueiro da Chapecoense
– Igor Carius, lateral esquerdo ex-Cuiabá e que está no Sport
– Paulo Miranda, zagueiro ex-Juventude e que estava no Náutico
– Fernando Neto, meia ex-Operário-PR e hoje no São Bernardo
– Matheus Gomes, goleiro do Sergipe
Entre apostadores, aliciadores e membros operacionais da organização criminosa:
– Bruno Lopez, conhecido como “BL” e considerado o líder da organização
– Ícaro Fernando Calixto
– Luís Felipe Rodrigues de Castro, “LF”
– Victor Yamasaki Fernandes, conhecido como “Vitinho”
– Zildo Peixoto Neto
– Thiago Chambó Andrade
– Romário Hugo dos Santos, conhecido como “Romarinho”
– William de Oliveira Souza, conhecido como “Mclaren”
– Pedro Gama dos Santos Junior, empresário.
Cinco nomes se repetem em relação à denúncia da primeira fase da Operação Penalidade Máxima. Todos estão entre apostadores, aliciadores e membros operacionais da organização: Bruno Lopez, Ícaro Fernando, Luís Felipe Rodrigues, Victor Yamasaki e Zildo Peixoto Neto – além deles, na primeira denúncia, Camilla Silva Motta aparece como ré.
Entre os jogadores denunciados na primeira fase da investigação estão: Gabriel Domingos (exVila Nova), Romário (ex-Vila Nova), Joseph (ex-Tombense), Mateusinho (ex-Sampaio Corrêa e hoje no Cuiabá), André Queixo (ex-Sampaio Corrêa e afastado pelo Ituano), Allan Godói (exSampaio Corrêa e hoje no Operário-PR), Ygor Catatua (ex-Sampaio Corrêa e está no Sepahan, do Irã) e Paulo Sérgio (ex-Sampaio Corrêa, afastado pelo Operário-PR).
Nesta segunda fase, seis nomes são citados como testemunhas. Quatro são jogadores que são citados após terem assinados acordos de não-persecução penal com o MP/GO: Moraes, exJuventude e que foi afastado pelo Atlético-GO; Kevin Lomonaco, afastado pelo RB Bragantino; Nikolas Farias, que estava no Novo Hamburgo; Jarro Pedroso, ex-São Luiz-RS e que está no Inter-SM.
Outra testemunha, Marcel Martins, aparece como professor. No processo, ele é citado após ter tido uma ligação interceptada. Na conversa, com Bruno Lopez, são citadas partidas em que jogadores foram aliciados para determinados eventos para apostas feitas pela organização. A última testemunha é o empresário Felipe Rodrigues Piovesan, ex-jogador.
Não fica claro no processo se Marcel Martins e Felipe Rodrigues assinaram acordo com o MP/GO.
Fonte: O Popular





