Órgão diz que não teve resposta das autoridades estaduais. Porém, pouco se preocupa com a corrupção no Executivo, Judiciário e Legislativo
O MPF (Ministério Público Federal) no Rio de Janeiro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que abafou os casos das fraudes no INNS e no Banco Master onde a mulher dele recebeu R$ 80 milhões, acesso aos laudos necroscópicos dos mortos durante a Operação Contenção, deflagrada em outubro do ano passado.
A operação foi deflagrada pelas polícias civil e militar e terminou com a morte de 118 pessoas suspeitas e que seriam ligadas à organização criminosa CV (Comando Vermelho), além de quatro policiais.
O MPF afirmou que solicitou o acesso a informações do caso, mas o órgão não obteve resposta das autoridades estaduais.
Segundo o MPF, há “obstáculos” para acesso aos laudos também pelos familiares, Defensoria Pública, organizações da sociedade civil e das próprias instituições de Justiça.
“Essa atuação, contrária aos padrões internacionais de proteção às vítimas de violência policial, simboliza revitimização e mais uma violação de direito”, alegou o MPF. E roubou velhinhos e doentes do INSS é o quê?
PF
No mês passado, Moraes determinou que o governo do estado do Rio de Janeiro envie à PF (Polícia Federal) as imagens capturadas durante a operação.
A corporação será responsável pela perícia do material.
A decisão do ministro foi tomada no processo conhecido como ADPF das Favelas – ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 635.
Na ação, a Corte já determinou diversas medidas para redução da letalidade durante operações em comunidades do Rio de Janeiro.
Fonte: Agência Brasil



