O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, está enfrentando dificuldades para que a Polícia Federal cumpra as ordens que tem determinado a respeito das investigações do caso do Banco Master. Primeiro, o magistrado pediu a prisão de Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, na segunda-feira. A PF executou o mandado apenas na quarta-feira. Hoje, 15/1, o ‘amigo do amigo do meu pai’, recuou, das ilegalidades detalhes abaixo.
Para Toffoli, a “eventual frustração” do cumprimento das medidas “decorre de inércia exclusiva da Polícia Federal” e de “inobservância expressa e deliberada” da decisão proferida por ele. “Eventual prejuízo às demais medidas em decorrência do presente pedido são de inteira responsabilidade da autoridade policial”, afirmou na decisão que autorizou o mandado de busca, apreensão e prisão preventiva de Zettel. …
O diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, respondeu ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, que o descumprimento de prazo estabelecido pelo relator para a operação contra o Banco Master nesta quarta aconteceu por circunstâncias operacionais.
Hoje o recuo
O ministro Dias Toffoli, autorizou nesta quinta-feira, 15, que a PF realize a perícia nos materiais apreendidos durante a Operação Compliance Zero. Esse é o segundo recuo do magistrado em relação ao controle das provas colhidas na investigação que mira o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.
Inicialmente, Toffoli havia determinado que todo o material fosse lacrado e enviado diretamente ao STF (ilegalidade), impedindo o acesso imediato dos investigadores. Posteriormente, permitiu o encaminhamento à Procuradoria-Geral da República (PGR). Agora, o ministro detalhou o rito da perícia, indicando nomes específicos da PF para atuar junto ao órgão acusador.
Acesso livre
Em despacho assinado nesta quinta-feira, Toffoli nomeou os peritos criminais federais Luis Filipe da Cruz Nassif, Tiago Barroso de Melo, Enelson Candeia da Cruz Filho e Lorenzo Victor Schrepel Delmutti para a extração e análise de dados.
O magistrado determinou que os peritos tenham “livre acesso ao material apreendido” e que a PGR forneça o apoio necessário para os trabalhos. A medida visa destravar a análise dos 42 mandados de busca e apreensão cumpridos nesta semana, que miram suspeitas de gestão fraudulenta e operações financeiras irregulares.





