A Polícia Federal prendeu três hackers que atacaram o site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em junho deste ano. As prisões ocorreram nesta terça-feira, 24/8.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Araçatuba e na capital paulista. As ordens de prisão foram expedidas pela 10ª Vara de Justiça do Distrito Federal.
Com um dos investigados presos foram encontrados R$ 22,5 mil em espécie e uma arma de fogo. A investigação foi solicitada a pedido do presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso.
De acordo com as investigações, o ataque foi feito por um grupo de hackers brasileiros no dia 1º de junho deste ano. Eles só conseguiram mudar a aparência da página inicial do site, prática conhecida como “defacement”. Esse tipo de ação é menos sofisticado do que o roubo e bloqueio de dados.
Instabilidade institucional
Os ataques ocorreram em meio às informações do presidente Jair Bolsonaro e apoiadores sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro. Sem nenhuma apresentar nenhuma prova, segundo o TSE, que corroborasse as as declarações, o presidente Jair Bolsonaro passou a ser investigado no inquérito das fake news.
A inclusão de Bolsonaro no inquérito se justificaria pela live feita pelo presidente em que ele reprisou informações falsas desmentidas em tempo real pelo TSE. Barroso sugeriu apuração de possível conduta criminosa.
Bolsonaro é suspeito de ter cometido, em tese, os crimes de calúnia, difamação, injúria, incitação ao crime, denunciação caluniosa, todos previstos Código Penal.
Fonte: Conjur





