Dados são da Secretaria Municipal de Saúde Municipal de Salvador
A violência em Salvador fez com que uma unidade de saúde precisasse suspender as atividades a cada dois dias na capital baiana em 2025. Foram 175 interrupções temporárias (uma a cada dois dias) ao longo do ano passado, aponta a SMS (Secretaria Municipal de Saúde de Salvador).
Segundo a pasta, as suspensões são adotadas de forma preventiva quando são registradas situações de violência nas imediações dos serviços, com o objetivo de priorizar a segurança de pacientes e trabalhadores da saúde.
De acordo com Bruno Carianha, diretor licenciado do Sindseps (Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador), as unidades com mais problemas na capital baiana estão em Fazenda Coutos, São Cristóvão, Federação, Arenoso, Águas Claras, Palestina e Valéria, entre USFs (Unidades de Saúde da Família) e UBSs (Unidades Básica de Saúde).
Enquanto um dos representantes do sindicato, Carianha recebe com frequência relatos de profissionais de saúde que são vítimas de ameaças e temem até tocar no assunto. “Esses confrontos geram no trabalhador uma dificuldade em se proteger dentro da unidade. Eles reclamam muito que dentro da própria unidade não tem como se proteger. Quando tem as trocas de tiros, o pessoal já fica com medo de voltar a trabalhar naquele local no dia seguinte, com medo de perder suas vidas. Trabalhadores já tiveram o carro baleado”, conta.
Na capital baiana, se repetem episódios como o interrompimento dos serviços da USF (Unidade Básica de Saúde da Família () do KM-17, em Itapuã, após um intenso tiroteio no local na manhã de 24 de setembro de 2024.





