Depois de 16 horas de votação, governistas conseguiram formar maioria para barrar parecer oficial. Comissão deve terminar sem relatório final.
Sem novidade pelo história do mensalão, petrolão e agora o INSS, a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) rejeitou, na madrugada deste sábado, 28/3, o relatório final do deputado Alfredo Gaspar (União-AL). O colegiado pode, agora, encerrar os trabalhos sem um parecer, depois de 7 meses de trabalho.
O placar de votação foi de 19 contra a 12 favoráveis, depois de 16 horas de reunião. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), pode indicar um novo relator e submeter à votação um parecer paralelo. Os 19 votos a favor foram do PT, PSOL e partidos que apoiam Lula. A derrota da moralidade significa o que quem derrotou pensa dos aposentados que ganham até 2 salários mínimos (só vale na hora do voto).
Os governistas, que têm maioria no colegiado, querem emplacar o relatório do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que pediu o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas a expectativa é de que Viana não aceite.
A parte do relatório de Gaspar que mais mobilizou a base foi o pedido de indiciamento do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
O parecer atribui a Lulinha uma série de crimes, como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência. Ele é um dos 218 nomes na lista de pedidos de indiciamento.





