Há meses, o vereador Sargento Francisco denuncia superfaturamento, compras que não se prova recebimento ou estoque e falta de remédios que teriam sido adquiridos
O MPF (Ministério Público Federal), e a PF (Polícia Federal), na Bahia, lacraram hoje, 5/5, o almoxarifado da Secretaria Municipal de Saúde ao lado da Biblioteca Municipal, de Candeias, e pode ser resultado das denúncias registradas pelo vereador Sargento Francisco (PSD) sobre a falta de medicamentos no HJMS (Hospital José Mário dos Santos), nos PS (Postos de Saúde) e nas UBS (Unidades Básicas de Saúde) apesar do gasto de mais de R$ 80 milhões (oitenta milhões de reais) no últimos anos somente com a compra de medicamentos que a população não encontra quando precisa.
A denúncia sobre possíveis placas de carros clonadas da gestão também seria outra razão da presença policial nesta quarta-feira, 5. Placas de carros da Secretaria estariam sendo usadas de forma irregular em outros veículos.
Desde de 2025, a secretária de Saúde é Ádila Morgana, e o prefeito é Ériton Ramos (PP). Desde a posse do gestor anterior, em 2017, a Secretaria vive de várias ações policiais como nos casos do superfaturamento do ônibus da saúde, das máscaras, dos respiradores, isso praticamente no período da covid-19. Processos correm na Justiça Federal na Bahia. Entre 2017 e 2024, estiveram na pasta Marcelo Cerqueira e Soraia Cabral, que respondem as ações federais.
Importante frisar que o juiz federal Ávio Mozart, que determinou a intervenção em 2016, inocentou o ex-prefeito Sargento Francisco por não encontrar erros nem falhas nos investimentos na Saúde entre 2012 e 2016.
Receita e gastos
No fim do ano passado, uma das denúncias foi sobre essa situação catastrófica que a gestão municipal causa aqueles que precisam dos altos recursos que a cidade tem e gasta, não investe no bem estar dos mais de 75 mil candeenses, especialmente os de baixa renda.
No ano passado, a Prefeitura informou que teria investido R$ 95.482.697,44 (noventa e cinco milhões, quatrocentos e oitenta e dois mil, seiscentos e noventa e sete reais), apesar do que se vê de má gestão no setor de Saúde, além de R$ 136.317.392,16 (cento e trinta e seis milhões, trezentos e dezessete mil, trezentos e noventa e dois reais), embora a merenda escolar seja fornecida com larvas a estudantes do ensino fundamental.



