A Operação Khalas foi realizada na manhã de quinta-feira, 21/5, e prendeu três pessoas, entre elas, um servidor público estadual, e a deflagração da ação foi Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal na Bahia.
Além das prisões preventivas, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Camaçari, Candeias Feira de Santana e Salvador. Outros dois servidores públicos municipais de Candeias foram afastados dos cargos por decisão judicial.
O esquema teria causado um prejuízo aos cofres públicos de cerca de R$ 400 milhões em ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), conforme o MP (Ministério Público da Bahia). Segundo as investigações, de 2023 até agora, mais de 111 milhões de litros de combustíveis foram adulterados no esquema.
Candeias
Na cidade de 75 mil habitantes, a expectativa da população é saber quem são os dois servidores afastados dos cargos por decisão judicial. Segundo apurou a redação do BahiaOn, eles seriam de alto escalão e bem próximos ao Palácio Ouro Negro. Um deles teve o celular apreendido em público, e ambos estão proibidos de se aproximar dos demais investigados, não se aproximar da Administração Municipal nem deixar o domicílio, ou seja, não pode deixar Candeias.
A Polícia investiga o grau de envolvimento deles, inclusive, na possível venda de patrimônio municipal.
As contas dos mesmos também estariam bloqueadas pela Justiça.
Servidor e empresária
O servidor público estadual preso foi Olavo Gouveia Oliva. Ele integra o grupo de conselheiros do Vitória. Ele é auditor fiscal e coordenador da Copec (Coordenação de Petróleo e Combustíveis), da Sefaz (Secretaria Estadual da Fazenda).
Outra presa na operação foi Carolane, esposa do empresário Jailton, conhecido como “Jau”. Ele já havia sido preso em 2025 durante a Operação Primus, considerada a origem das investigações que culminaram na ação de quinta-feira.
Operação
Participaram da ação 8 promotores de Justiça, 26 delegados de Polícia, 90 policiais civis, dois servidores do Fisco Estadual, 8 servidores do MP-BA e dez policiais da Cipfaz (Companhia Independente de Polícia Fazendária).
A Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal é composta pelo Gaesf do MP-BA, pela Infip (Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa) da Sefaz e pelo Neccot/Draco, da Polícia Civil da Bahia.



