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Com esperança de ver Trump, Lula embarca para a França

by Yancey Cerqueira
14 de junho de 2026
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Lula e Janja querem comprar R$ 1,7 milhão em móveis e eletrodomésticos para o Planalto

Presidente adiantou agenda para tentar se encontrar com Donald Trump em meio à ameaça de novas tarifas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca neste domingo para Évian-les-Bains, na França, onde assiste a reunião da cúpula do G7 como convidado. O encontro entre Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, considerados os países mais industrializados do mundo, ocorre entre 15 e 17 de junho.

Essa é a 10ª vez que Lula é convidado para participar do encontro como convidado. Segundo o Planalto, o petista terá agendas nos dias 16 e 17 de junho, com sessões abertas sobre parcerias internacionais, crescimento econômico equilibrado e Inteligência Artificial (IA). Também estão previstas reuniões bilaterais com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e o presidente da França, Emmanuel Macron.

Inicialmente, Lula embarcaria para França na segunda-feira, 15/6. A data foi alterada visando buscar um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio à possibilidade do republicano participar apenas da abertura do evento — como ocorrido no encontro do ano passado, no Canadá. Não há nem reunião agendada nem prevista. Deve ser encontro de corredor.

A estratégia é aproveitar a agenda internacional para reabrir um canal de diálogo direto entre Lula e Trump. Desde que os líderes se encontraram na Casa Branca, em maio, Washington classificou facções criminosas brasileiras como terroristas e ameaçou impor duas taxas de importação: uma de 25%, por “práticas comerciais consideradas prejudiciais” ao país, e uma de 12,5%, por suposta falta de controle sobre trabalho forçado.

Apesar dos embates, o Planalto decidiu não pedir uma nova reunião entre os presidentes, sob o argumento de que não há motivação para o encontro, visto a recente reunião entre os líderes nos Estados Unidos. Além disso, as negociações em torno das tarifas devem ficar concentradas entre técnicos do comércio e da diplomacia, no grupo de trabalho criado entre os países.

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