Associação acusa PGR de usar via inadequada para questionar relatório da Operação Compliance Zero e afirma que Gonet é citado no documento
A ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) pediu neste sábado (5) que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar em procedimentos relacionados aos fatos envolvendo a Operação Compliance Zero. A entidade representa mais de 2,3 mil delegados da Polícia Federal.
O pedido consta de nota pública divulgada pela associação em reação à abertura, pela PGR (Procuradoria-Geral da República), de um Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar a conduta da PF na elaboração de um relatório sobre materiais apreendidos na operação.
Segundo a ADPF, o relatório foi produzido por determinação do então ministro relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal). A entidade afirma que os delegados e servidores envolvidos apenas cumpriram uma ordem judicial, dentro dos limites estabelecidos pelo magistrado.
A associação sustenta que o controle externo da atividade policial, previsto na Constituição, não estabelece relação de hierarquia ou poder disciplinar do Ministério Público sobre delegados e agentes. Para a entidade, se a PGR considera irregular a decisão que determinou a elaboração do relatório, o questionamento deveria ser levado ao próprio STF.
Fonte: SBT News



