De la Espriella, que segundo especialistas representa uma direita dura e populista contra a criminalidade, teve vantagem de menos de 1% dos votos sobre Iván Cepeda, candidato da extrema esquerda ligada ao presidente Gustavo Petro. Resultados ainda são preliminares.
O advogado “outsider” da direita Abelardo de la Espriella superou o filósofo esquerdista Iván Cepeda por menos de 1% dos votos em resultados preliminares do segundo turno da eleição presidencial da Colômbia no domingo, 21/6.
Em pronunciamento à imprensa ainda no domingo, Cepeda disse que pediria a recontagem dos votos em 33 mil seções eleitorais. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse que é preciso aguardar os resultados finais, que são os da contagem oficial e levarão dias para serem conhecidos.
Abelardo de la Espriella, conhecido como “El Tigre”, já havia sido o candidato mais votado no primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia, quando obteve mais de 10 milhões de votos.
Nascido em Bogotá em 1978, o advogado e empresário abalou o cenário político da Colômbia. Adversários o classificam como representante da extrema direita, enquanto aliados afirmam que ele encarna uma “extrema coerência“.
Ele prometeu em sua campanha agir com “mão de ferro” contra o crime, o narcotráfico, a corrupção e o que chama de ilegalidade, temas que considera os principais problemas da Colômbia.
Segundo sua campanha, o político recebe ameaças de morte frequentes, situação relatada também por outros políticos colombianos. Por isso, ele costuma aparecer em eventos públicos acompanhado de ao menos 35 seguranças, além de forte aparato policial.
Sem trajetória política anterior, ele se apresenta como um “outsider” (alguém de fora da política tradicional), empresário bem-sucedido e independente.
Ele diz admirar os governos de Nayib Bukele, em El Salvador, Javier Milei, na Argentina, e Donald Trump, nos Estados Unidos.
De la Espriella afirma que não pretende governar “com os de sempre“, expressão usada na Colômbia para se referir à elite política que esteve no poder até a chegada de Gustavo Petro à presidência, em 2022.
Com o seu movimento, Defensores da Pátria, ele buscou atrair eleitores descontentes que atribuem à classe política tradicional muitos dos problemas do país.
Fonte: Correio Braziliense



