O dólar comercial fechou esta segunda-feira, 26/10, em alta de 8,21%, a R$ 5,403, no primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foi a maior valorização diária da moeda americana desde janeiro de 1999.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuou 13,88%, aos 176.357 pontos. Foi o pior desempenho diário do Ibovespa desde 16 de março de 2020, quando o índice caiu 13,92% em meio ao avanço da pandemia de covid-19.
No câmbio, a alta desta segunda superou os 8,15% registrados em 18 de maio de 2017, após as denúncias envolvendo o então presidente Michel Temer.
Resultado eleitoral levou investidores a desfazer apostas feitas após o primeiro turno. Segundo Maria Carolina Luchesi, analista de investimentos da Hike Capital, parte do mercado havia montado posições apostando em uma mudança de governo. Com a reeleição de Lula, essas operações começaram a ser revertidas, enquanto investidores passaram a exigir maior remuneração para assumir riscos no Brasil diante das incertezas fiscais.
Dólar chegou a superar R$ 5,60 durante o pregão. A moeda americana atingiu R$ 5,605 na máxima do dia, antes de perder força. Na mínima, foi negociada a R$ 5,392. Na sexta-feira, 23, havia encerrado a R$ 4,993.
Bolsa teve negociações interrompidas pela primeira vez desde 2020. A intensidade das vendas levou a B3 a acionar pela manhã o circuit breaker, mecanismo que suspende temporariamente as operações quando o Ibovespa atinge determinados limites de queda. Foi a primeira interrupção desse tipo desde março de 2020.
Ibovespa perdeu toda a valorização acumulada após o primeiro turno. O índice voltou a operar abaixo dos cerca de 192 mil pontos registrados em 2 de outubro, último pregão antes da primeira votação. O dólar, por sua vez, terminou acima dos R$ 5,22 daquela data.
Juros futuros dispararam com a piora das expectativas fiscais. O contrato de DI para janeiro de 2033 indicava taxa de 15,240% ao ano às 16h45, ante 12,650% no fechamento anterior, avanço de 2,59 pontos percentuais. Esses contratos refletem as expectativas dos investidores para os juros brasileiros nos próximos anos.
Fonte: Uol



