O dólar comercial fechou esta quarta-feira, 4/11, em queda de 0,64%, cotado a R$ 5,4518, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior depois da vitória dos democratas nas eleições para o Congresso dos Estados Unidos. O Ibovespa teve alta de 1,23%, aos 167.563 pontos, interrompendo uma sequência de seis quedas consecutivas.
Vitória democrata nos Estados Unidos trouxe alívio aos mercados. O partido conquistou o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, reduzindo o espaço do presidente Donald Trump para aprovar medidas que dependam do Legislativo. A expectativa de restrições à expansão dos gastos públicos favoreceu a queda dos juros americanos e do dólar.
Movimento externo ajudou o real, mas incertezas domésticas limitaram a recuperação. Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, destacou que os rendimentos dos títulos do Tesouro americano de dez anos recuaram para menos de 4,9%. Segundo ele, a perspectiva de um Congresso de oposição dificultar a aprovação de novos gastos ajudou a aliviar os juros de longo prazo nos Estados Unidos.
A indefinição sobre a equipe econômica e o ajuste fiscal continuou no radar. Girardi avaliou que a ausência de sinalizações sobre as contas públicas brasileiras permaneceu como fator de pressão sobre o câmbio. A forte queda do petróleo também retirou parte do suporte às moedas de países exportadores de commodities, como o Brasil.



