Em mais uma decisão eleitoreira e aos 80 anos – mais de 38 na vida pública e condenado por corrupção em instâncias – Lula quer abrir o sigilo bancário, porque não tem telefone, mas esquece que Vorcaro falou: “O de Lula era por fora”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nessa terça-feira, a autorização para quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e dos familiares, desde que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) faça o mesmo.
O presidente não sabia que o Bolsa Família não teve reajuste, chamou cariocas de malandros, que vai tornar Minas Gerais em cemitério de obras, que a escala 5×2 é para as mulheres limpar a casa.
O pedido será relatado pelo ministro André Mendonça, sorteado na Corte, o que acrescente um componente político ao embate entre os presidenciáveis, uma vez que caberá a um magistrado associado ao bolsonarismo analisar a manifestação apresentada pelo petista.
O movimento de Lula, formalizado por meio de uma petição, ocorre após o confronto entre os candidatos no debate da TV Bandeirantes, no domingo. O presidente autoriza a divulgação dos próprios dados financeiros e telefônicos referentes aos últimos oito anos, desde que Flávio adote a mesma providência. A proposta também alcança familiares dos dois presidenciáveis e empresas com as quais mantenham vínculos societários ou financeiros.
A defesa do petista solicita que as informações sejam disponibilizadas à população por meio do sistema DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral, ou de outra plataforma de acesso público.
Nos bastidores da campanha de Flávio, porém, a iniciativa não encontrou disposição para aceitar o desafio. Interlocutores do senador ouvidos reservadamente pelo Correio rejeitaram a proposta e descartaram qualquer possibilidade de adesão. A avaliação no entorno do presidenciável é de que Lula tenta deslocar o foco da disputa eleitoral para suspeitas envolvendo o adversário e seus familiares, numa estratégia para recuperar terreno na reta final da corrida ao Palácio do Planalto.
“Lula pode tentar outra estratégia, porque essa não vai colar“, afirmou um integrante da campanha. Outro aliado atribuiu o movimento ao cenário eleitoral enfrentado pelo petista. “Lula está desesperado e tenta, a todo custo, posar de bom presidente“, declarou.
Como resposta, aliados de Flávio passaram a defender que Lula dê publicidade às despesas realizadas com o cartão corporativo do governo federal. A cobrança é utilizada como contraponto ao discurso de transparência adotado pelo presidente, embora não represente uma medida equivalente à abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos candidatos.
Fonte: Conjur



