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Enfim, Brasil reduz número de crianças sem vacinação depois da pandemina

by Yancey Cerqueira
18 de julho de 2026
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Anvisa aprova estudos clínicos da vacina Covaxin no Brasil

Foto Ilustrativa

Cobertura global permanece abaixo dos níveis registrados antes da pandemia de Covid-19

O Brasil deixou de integrar o ranking dos 20 países com mais crianças sem vacinação, após reduzir esse número em 86%, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) e Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), divulgados nesta semana.

O resultado colocou o país entre os maiores destaques mundiais na recuperação da cobertura vacinal infantil. O levantamento aponta que o Brasil reduziu expressivamente as chamadas “crianças zero-dose”, ou seja, aquelas que não receberam a primeira dose da vacina com componente DTP, representada no país pela pentavalente.

Este imunizante protege os menores contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib), bactéria responsável por doenças graves, como meningite e pneumonia.

Segundo a OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças zero-dose no Brasil nos últimos anos foram:

2025: 50 mil

2024: 255 mil

2023: 360 mil

Entenda por que o número melhorou

As organizações atribuem o resultado ao aumento da cobertura vacinal e aos aprimoramentos no sistema público de registro e divulgação das informações sobre imunização, tornando os dados mais precisos e completos.

Entre as estratégias adotadas pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios estão:

Intensificação das campanhas de vacinação, com a retomada dos dias de mobilização;

busca ativa de crianças com esquemas vacinais incompletos;

ampliação da vacinação em escolas;

fortalecimento da rede de salas de vacina;

melhoria dos sistemas de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI);

monitoramento contínuo das coberturas vacinais em todo o território nacional.

No cenário mundial, a recuperação da vacinação infantil ainda é lente. Dados da WUENIC apontam que, 13,5 milhões de crianças permaneceram sem receber a primeira dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP) em 2025.

Outros 7,3 milhões iniciaram o calendário vacinal, mas não concluíram o esquema recomendado. Como consequência, 57 países registraram surtos importantes de sarampo ao longo do último ano.

O relatório revela que, aproximadamente 116 milhões de crianças, o equivalente a 90% dos bebês nascidos em 2025, receberam ao menos uma dose da vacina contra DTP. Já 110 milhões (85%) completaram o esquema de três doses. Apesar da melhora em relação ao ano anterior, a cobertura global permanece abaixo dos níveis registrados antes da pandemia de Covid-19.

Entre os 195 países avaliados, apenas 30 conseguiram ampliar suas coberturas vacinais desde 2019, enquanto 65 permaneceram estagnados ou apresentaram retrocessos. O Brasil está entre os 17 países que registraram aumento superior a cinco pontos percentuais na cobertura da primeira dose da vacina contendo DTP entre 2019 e 2025 e apresentou o segundo maior crescimento no período, de 19 pontos percentuais, atrás apenas da Líbia.

As estimativas da OMS e do Unicef são elaboradas anualmente com base nos dados reportados pelos países e constituem a principal referência internacional para o acompanhamento da cobertura vacinal.

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