O capitão está preso preventivamente desde janeiro de 2025
O ex-comandante da Polícia Militar da Bahia Fabrício Carlos Santiago dos Santos foi condenado a 50 anos, 10 meses e dois dias de prisão em quatro ações penais por crimes relacionados ao desvio de recursos públicos.
Segundo o MPE (Ministério Público da Bahia), as investigações apontaram que o ex-comandante utilizava recursos da corporação para atender a interesses particulares e obter vantagens indevidas. As apurações foram conduzidas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas Sul).
Ex-capitão teria usado policiais e viaturas para segurança privada
Em uma das ações, Fabrício Santiago foi condenado a 18 anos e quatro meses de prisão por corrupção passiva majorada e peculato. Conforme o MPE, quando comandava a 4ª Companhia da PM, em Santa Cruz Cabrália, ele recebeu vantagens indevidas para direcionar policiais e viaturas à segurança de uma barraca de praia em Coroa Vermelha.
A investigação também apontou o fornecimento antecipado de informações sobre fiscalizações. Foram identificadas 74 transferências financeiras, que somaram R$ 102.013,72.
A sentença ainda registrou o uso continuado de policiais, viaturas e outros recursos públicos para a prestação de serviços de segurança privada.
Outras condenações somam mais de 30 anos
As outras três sentenças envolvem episódios relacionados ao período em que o capitão exercia função de comando, principalmente em Santa Cruz Cabrália, no extremo Sul da Bahia.
Em junho deste ano, ele foi condenado a 21 anos, um mês e 27 dias de prisão por corrupção passiva e peculato. Segundo as investigações, teria recebido vantagens indevidas para direcionar policiais militares e viaturas à segurança de uma propriedade privada na região de Campo Verde.
Em setembro de 2025, outra decisão estabeleceu pena de cinco anos, um mês e 27 dias de reclusão por corrupção passiva.
A primeira condenação foi proferida em maio de 2025, quando o ex-capitão recebeu pena de seis anos, dois meses e oito dias de prisão. Nesse caso, segundo a decisão, ele teria usado a influência do cargo para intervir na liberação irregular de uma motocicleta apreendida e cobrar vantagem pela atuação.
Fonte: A Tarde



