Ex-jogador passou mal nesta sexta-feira e foi levado ao hospital em São Paulo
Oscar Schmidt, o maior nome da história do basquete brasileiro e um dos maiores do mundo, morreu nesta sexta-feira, 17/4, aos 68 anos, em São Paulo. O ‘Mão Santa’ passou mal e foi levado para HMSA (Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana), em Santana do Parnaíba, mas não resistiu.
Recentemente, Oscar passou por uma cirurgia que o impediu de estar no evento em que foi homenageado pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil), durante cerimônia do Hall da Fama, no Copacabana Palace, no Rio, no início do mês. Ele foi representado pelo filho na ocasião.
Em 2011, Oscar foi diagnosticado com câncer no cérebro. Na época, ele passou por uma primeira cirurgia, depois foi necessário realizar um segundo procedimento, e fez vários tratamentos. Mesmo com a doença, ele seguiu a vida participante de eventos, dando palestra e acompanhando o basquete brasileiro e mundial. Em 2014, o ex-jogador foi diagnosticado com arritmia cardíaca.
Há quatro anos, em 2022, a lenda da bola laranja revelou que tinha perdido o medo de morrer e, por isso, optou por não dar continuidade ao tratamento. “Parei esse ano com a quimioterapia. Eu mesmo decidi. Antes, eu morria de medo de morrer. Fechar o olho e não acordar mais, para mim, era um terror. Graças ao tumor, perdi esse medo. Não quero ser o melhor palestrante ou o melhor jogador. Quero ser um marido e pai melhor”, declarou.
Oscar Schmidt lutou contra diagnósticos delicados nas décadas seguintes à sua aposentadoria, em 2003
Casado com Maria Cristina Victorino desde 1981, ele teve dois filhos com a esposa: Filipe (nascido em 1986) e Stephanie (nascida em 1989). Ele é irmão de Tadeu Schimdt, apresentador da TV Globo, e tio de Bruno Schimdt, medalhista de ouro no vôlei de praia nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.
Com 49.737 pontos, Oscar Schimdt é o maior pontuador da história do basquete até 2024, quando foi superado por LeBron James. Pela seleção brasileira, foi tricampeão sul-americano, ouro no Pan-Americano de 1987 e bronze no Mundial de 1978.
Fonte: Terra



