Americanos Robert Hall e Michael Woodford foram premiados por reformular modelos a partir de fundamentos microeconômicos
A Real Academia Sueca de Ciências em Estocolmo concedeu nesta segunda-feira (12/10) o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas aos americanos Robert Hall, professor da Universidade de Stanford, e Michael Woodford, professor da Universidade de Columbia, por suas contribuições “para os fundamentos da microeconomia e a estabilização macroeconômica“.
Segundo a organização, os economistas demonstraram como os modelos econômicos poderiam ser reformulados para revitalizar a política de estabilização.
Por que destruição criativa é crucial para o crescimento, segundo ganhador do Nobel de Economia
“Em vez de basear os modelos em relações estatísticas entre variáveis macroeconômicas, como inflação, produção e consumo, eles optaram por construí-los sobre uma base microeconômica. Isso envolve a compreensão de como o conjunto das famílias e empresas, individualmente, afeta a economia por meio de suas ações“, escreve a Real Academia.
Eles lançaram as bases do paradigma neokeynesiano, no qual os modelos são construídos a partir de fundamentos microeconômicos, ou seja, de baixo para cima, afirma a organização. Com isso, os resultados econômicos são vistos como fruto de milhões de decisões tomadas no nível microeconômico por famílias e empresas, mudando o paradigma na teoria da política de estabilização.
O trabalho dos laureados proporcionou base teórica para os modelos hoje utilizados por bancos centrais e governos na estabilização contra choques econômicos, crises energéticas e mudanças nos níveis de consumo das famílias, afirma John Hassler, presidente do Comitê do Prêmio em Ciências Econômicas.
O prêmio de economia é o único Nobel que não está entre os cinco originais criados no testamento do cientista sueco Alfred Nobel, falecido em 1896.
Nobel de 2025 premiou estudo sobre inovação e crescimento
Em 2025, o prêmio foi concedido ao americano-israelense Joel Mokyr, ao francês Philippe Aghion e ao canadense Peter Howitt por “terem explicado o crescimento econômico impulsionado pela inovação”, afirmou o comitê do Nobel da Real Academia Sueca de Ciências.
Mokyr, de 79 anos, ganhou metade do prêmio “por ter identificado os pré-requisitos para o crescimento sustentado por meio do progresso tecnológico”. Aghion, 69 anos, e Howitt, 79, dividiram a outra metade “pela teoria do crescimento sustentado por meio da destruição criativa”, comunicou o comitê.
Fonte: Terra



